Quando fui saber quem era John Boyne vi seu nome ligado ao best-seller O Menino do Pijama Listrado. A obra é bastante recomendada, mas dela vi somente uma imagem de sua adaptação cinematográfica. Imagem essa que dizia ser uma história triste, que pega pela emoção. Quando peguei O Palácio de Inverno, terceiro livro do autor publicado no Brasil pela Companhia das Letras, esperava apenas mais uma boa história que mistura a ficção à realidade, e não algo tão emocionante. E levar o leitor a pensar isso, inicialmente, é o objetivo do livro.
Muitas pessoas não precisam ser católicas para admirarem anjos – as figuras assexuadas e com um par de asas que povoam as páginas do Antigo Testamento. Alma é uma estudante paulistana de história da arte fascinada por esses seres fantásticos desde sua infância. Durante um momento de puro devaneio (ou por intervenção do destino?) Alma dirige até o bairro de Paraísopolis (descrito como o inferno na terra, ironicamente) e seu carro enguiça para logo em seguida ela ser estuprada por diversos sujeitos (não descritos). Assim ela perde sua alma de anjo e seu espaço no paraíso. Alma se junta a Almut, sua amiga de infância, numa viagem até a Austrália (um sonho idealizado pelas duas desde jovens), onde, talvez, ela possa encontrar o paraíso que perdeu.
Juremir Machado da Silva diz que Gustavo Machado pode entrar na lista dos grandes jovens escritores gaúchos. O que, segundo ele, talvez possa não acontecer, por conta da sorte similar a de Mick Jagger que o jornalista possui. Mas eu digo que sim, Machado pode estar nessa lista. Não que eu tenha alguma autoridade para afirmar isso, mas seu primeiro livro foi um belo começo. Sob o Céu de Agosto, lançado semana passada pela editora Dublinense, é uma daquelas histórias raras capazes de prender o leitor por um dia inteiro, e que o simpatiza com uma personagem que tem mais defeitos do que virtudes.
Em um mundo pré-apocalíptico, um avô e uma neta tentam sobreviver. Aos temporais, ao caos e acima de tudo a si próprios. Marcus tem 63 anos e Débora, 17. Ela está grávida de sete meses, ele enxerga naquela barriga uma esperança para a sua vida.
Com a ajuda dos conhecimentos adquiridos na época de professor na faculdade, Marcus constrói uma casa nos Aparados da Serra Gaúcha, um refúgio que seria o seu mundo particular, onde poderia se abrigar com a neta de todo o caos e quem sabe, voltar a ser feliz. Leia a continuação do artigo »
Que a Inglaterra virou de ponta cabeça durante o reinado de Henrique VIII, todos sabemos, mas a história do que aconteceu depois do falecimento do monarca é pouco conhecida. Sabe-se apenas que Elizabeth foi rainha e fez o país prosperar sob seu governo.
Entre Henrique VIII e Elizabeth, nada mais nada menos do que três monarcas reinaram a Inglaterra: Eduardo VI, Jane e Mary. Eduardo é o filho de Henrique com sua terceira esposa: Jane Seymour ; Jane é colocada no poder através de artimanhas políticas e Mary, filha de Henrique com sua primeira esposa, Catarina de Aragão, é coroada rainha pelo povo que a admira.
Recentemente a NPR (National Public Radio) realizou uma votação em seu site para eleger os melhores thrillers de todos os tempos. Os votantes, aliados ao crivo de críticos e escritores, elegeram em primeiríssimo lugar a mais conhecida obra de Thomas Harris: O Silêncio dos Inocentes.
Fiquei conhecendo essa obra através do filme dirigido por Jonathan Demme, lançado em 1991. Confesso que não sentia a mesma curiosidade de ler o livro depois de já ter assistido o filme, mas vencer essa excentricidade me deu a oportunidade de conhecer um belo romance policial.
Para os amantes da fantasia, já tem algum tempo que notícias sobre a adaptação da saga A Guerra dos Tronos de George R.R. Martin estão causando alguma agitação. Não é por acaso: o canal de tv responsável por passar os livros para a telinha é a HBO, famosa pela altíssima qualidade do que faz. E o elenco tem um velho conhecido das adaptações de fantasia, Sean “Boromir” Bean como Eddard Stark.
Junto com o anúncio da adaptação, mais boas notícias ainda na metade desse ano, quando no começo do mês a editora Leya anunciou que publicaria a tradução do primeiro livro (chegando por aqui como As Crônicas de Gelo e Fogo) e divulgou uma capa belíssima, para fã nenhum botar defeito (é a que ilustra esse artigo, para vê-la em tamanho ampliado, basta clicar sobre ela).
Bunny Munro é um vendedor de produtos de beleza. Não qualquer um, mas ‘O’ vendedor de produtos de beleza. Com um magnetismo sexual superado somente por sua líbido impossível de ser saciada suas vendas de porta em porta mais se parecem com cruzadas em que conquista os bolsos e corpos de suas clientes.
Bunny, porém, é um pai de família. Tem um filho de 9 anos, Bunny Júnior, e uma esposa, Libby. E ele os ama. Sua falta de controle e seu desprezo por tudo e todos, no entanto, destroem sua família. Com o suicídio da esposa, um filho esquisito para cuidar ao mesmo tempo em que descobre que o próprio pai está morrendo de câncer, Bunny não sabe aonde ir. E assim começa sua jornada- recheada de drogas, tristeza e vaginas- em direção à morte, que ele pressente estar próxima.
Dezoito anos depois de Haroun viajar até a segunda lua (invisível) da Terra, onde havia um Mar de Histórias que terminava no Lago da Sabedoria, de onde canos (também invisíveis) levavam a água mágica para os contadores de histórias, surge uma nova aventura. Mas dessa vez não é Haroun quem protagoniza a nova viagem. Nessa história, ele já é grande demais para isso, e o heroi da vez é seu irmão mais novo, Luka. Vemos o já então conhecido Xá do Blá-Blá-Blá, o contador de histórias Rashid Kahlifa, pai dos garotos, mais uma vez em risco.
Luka e o Fogo da Vida é a continuação de Haroun e o Mar de Histórias, de Salman Rushdie, dedicado ao seu filho caçula – assim como o primeiro era ao mais velho. Lançado mundialmente no Brasil pela Companhia das Letras, a fantasia que nos é apresentada agora difere da que vimos no primeiro livro infantojuvenil do autor, embora a premissa seja a mesma. Não há um retorno ao Mar de Histórias, mas sim uma viagem fantástica ao Mundo Mágico criado por Rashid, que está mais ameaçado do que se imagina. Leia a continuação do artigo »
Nossos parceiros do Coletivo Marte realizam nesse final de semana a 4ª edição da festa Marte Ataca! que reúne bandas, exposições e bazar.
A próxima MARTE Ataca! acontece dia 28 de agosto, a partir das 22h no Cidadão do Mundo, em São Caetano. (Endereço é Rua Rio Grande do Sul, 73). A entrada fica por R$ 5,00.
Os shows são das bandas Victtoria, 3onfall e The Salad Make.
Pra deixar a noite mais animada, a MARTE Ataca traz também os DJs Cesinha e nosso amigo Vinícius, do blog Os Três Macacos.



















