Arquivo de Autor

A Dama e o Unicórnio (Tracy Chevalier)

Publicado por Kika em agosto - 15 - 2010

Tracy Chevalier é uma autora com uma especialidade: transformar obras de arte em literatura. Meu primeiro contato com seus livros veio com o hoje famoso “Moça com brinco de pérola”, cujo filme homônimo é em si uma obra de arte. Para absorver o universo Vermeer, Tracy buscou conhecer de perto todas as suas obras,  o que quase conseguiu. O resultado foi um lindo romance que ilustra como poderia ter sido a história por trás daqueles olhos tristes e seu brinco de pérola.

A Dama e o Unicórnio é o nome dado a um belo conjunto de tapeçarias medievais  e sua história, fictícia é verdade,  é contada por vários narradores. Sim, o livro não é exatamente dividido em capítulos, mas em episódios, cada um com um narrador –personagem.

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Coleção de areia (Ítalo Calvino)

Publicado por Kika em agosto - 5 - 2010

Comecei a ler Calvino pelo fim. Este foi seu último livro, lançado originalmente em 1984, como uma coletânea de crônicas e artigos para os jornais La Repubblica, Corriere della Sera, além de alguns comentários orais e artigos até então inéditos.  Os assuntos tratados são diversos, uma eclética coletânea sobre a cultura.

A subdivisão em quatro partes: 1: Exposições, Explorações; 2: O raio do olhar; 3. Relatos do Fantástico e 4: A forma do tempo, nos dão uma pequena ideia do tesouro escondido nessas parcas 232 páginas nas quais contamos 38 curtos textos, cada um uma pequena pérola.

O primeiro artigo, que deu nome ao livro, realmente dá o tom para a obra. No que parece uma simples, embora curiosa,  exposição de coleções , Calvino encontra a coleção de alguém que juntou um punhadinho de areia de vários lugares do mundo e as colocou em pequenas ampolas, cada uma especial de uma maneira, como um singelo diário de viagens, uma autobiografia calcárea.

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As Aventuras de Sharpe – Bernard Cornwell

Publicado por Kika em julho - 27 - 2010

Richard Sharpe, um britânico de origem humilde, órfão, que para fugir da prisão faz sua entrada no exército de Sir Arthur Wellesley, é o centro destra série de livros de Bernard Cornwell. Iniciada em 1981, ambientada nas campanhas militares conhecidas como Guerras Napoleônicas, a série Sharpe acompanha a carreira de Sir Arthur Wellesley, logo Duque de Wellington, através de Sharpe, seus amigos, seus inimigos e, como não poderia deixar de ser, suas mulheres.

Dick Sharpe é um homem rude, mas inteligente, que aprende a ler a duras penas, fiel, exímio atirador, bom estrategista, um dos poucos a avançar em sua carreira militar unicamente em função de seu mérito e, como tal, alvo da admiração de uns e da inveja de muitos.

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Matthieu Chédid (-M-)

Publicado por Kika em julho - 18 - 2010

Você já gostou de uma banda que todo mundo que você conhece odeia? Eu já. Ou pelo menos é essa a sensação que tenho toda vez que resolvo falar de -M-. Tá, talvez quase ninguém conheça mesmo. Pelo menos não aqui.

Matthieu Chedid, e seu personagem -M-, parecem ser grandes na França, e -M- já ganhou inclusive um Oscar pela canção de “Triplettes de Bellevile”. Eu conheci por acaso, vendo seu clip de “Je dis aime” no programa “Paroles de clip” no TV5Monde, e desde então procurei pelo cara na internet, em lojas, enfim, em tudo quanto é lugar. Tente fazer uma pesquisa de uma letra no Google, e entenderá meu sofrimento.

Quem me conhece sabe que sou fascinada por (quase) tudo que se refere à França, mas mesmo quando estava aprendendo o idioma tive dificuldades em achar, musicalmente falando, algo atual,vindo de lá, que me agradasse. Num dia um pouco mais obstinado, finalmente reencontrei-me com -M- no YouTube, e desde então estou mais ou menos obcecada. Vou tentar explicar o porquê, e peço desculpas antecipadamente pelos arroubos passionais que tenho certeza que aparecerão.

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A dançarina e o rubi – Barry Unsworth

Publicado por Kika em junho - 30 - 2010

Esta é uma história de enganos, preconceito, sensualidade e choque de culturas. A história de Thurstan Beauchamp se passa num período turbulento da Sicília, recém-conquistada pelos normandos, e habitada por sarracenos, gregos, bizantinos, italianos e franceses. A segunda cruzada acabou e foi um verdadeiro fracasso.

THurstan é um funcionário do rei Roger, um jovem católico, filho de pai normando e mãe inglesa.  Seu cargo, ao menos nominalmente, é de “provedor do rei”,  ou seja,  responsável pelo entretenimento da corte, por trazer novas atrações para animar a mesa real. Mas o Diwan (nome árabe para Douana) em que trabalha possui outra função, mais escusa.  É o órgão responsável por prestar os serviços de que o rei precisa, mas que não pode solicitar abertamente, como o pagamento de subornos e informantes.

E é no cargo de pagador, e não de provedor, que Thurstan está investido quando conhece a dançarina Nesrin e seus companheiros anatolianos, cuja dança do ventre fascina a todos.

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Além de Darwin – Reinaldo José Lopes

Publicado por Kika em maio - 27 - 2010

Antes de começar, tenho uma confissão a fazer. Quase, mas foi por MUITO pouco, eu não derivei para o campo da biologia. Acabei fazendo Direito, e algumas vezes me pergunto: por que cargas d’água mesmo eu queria ser bióloga? Mas é só abrir um livro como o do Reinaldo José Lopes que eu me lembro. É fascinante esse mundo que vivemos. Com um bom professor então, fica ainda mais.

E, assim como seu antigo blog (Visões da Vida), de onde saiu boa parte do material, este livro me pegou de jeito. Logo às primeiras páginas me senti íntima, com um amigo, teorizando num bar. E este é um dos maiores trunfos do autor, a linguagem quase informal e muito informativa,  tudo que se espera de um livro sobre ciência para leigos como eu.

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O Lobo das Planícies e Os Senhores do Arco – Conn Iggulden

Publicado por Kika em maio - 20 - 2010

Confesso, como fã incondicional da narrativa de Bernard Cornwell, que estava bem pouco à vontade quando comprei estes dois volumes da série “O Conquistador”, para dar de presente ao meu irmão. Foi preciso que a vendedora na livraria insistisse para que eu levasse, e que meu irmão os pusesse na minha bolsa e dizer, categórico: Leia!, para que eu finalmente conhecesse a narrativa de Conn Iggulden.

Devo dizer que a história tinha tudo para cair no meu gosto como leitora. Uma releitura da vida de um grande líder guerreiro – Gengis Khan – numa narrativa historicamente possível (usando o jargão da Anica), com uma nota histórica riquíssima no final. Resolvi atravessar meu fanatismo por Cornwell, e meu preconceito, e dar uma chance ao autor.

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Sepulcro (Kate Mosse)

Publicado por Kika em abril - 22 - 2010

O segundo romance de Kate Mosse que li começa num funeral. Na sequência de “Labirinto” , Sepulcro é uma história dividida em duas, onde passado e presente se entrecruzam. É a história da Herdade do Cade, e seus ocupantes, que reúne duas “heroínas”: a pequena Léonie Vernier, uma moça voluntariosa de 17 anos que foi à Herdade visitar a tia no outono de 1891, e Meredith Martin, uma escritora americana apaixonada por Debussy numa viagem de pesquisa.

A ligação entre as histórias é um baralho, o Tarot Vernier, cujos arcanos maiores foram confeccionados usando personagens do século XIX, e uma partitura intitulada Sepulchre 1891.

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Série Pecados Capitais – AVAREZA

Publicado por Kika em abril - 14 - 2010

AVAREZA:

Do latim avaritia, Avareza significa, segundo o confiável Aurelião, 1.Excessivo e sórdido apego ao dinheiro; esganação; 2.Falta de generosidade; mesquinhez, ou ainda 3.Fig.Ciúme, zelo. É conhecido por ser um dos sete pecados capitais e foi imortalizada na figura de Ebenezer Scrooge, do famoso conto de Dickens.

A avareza é um bom inicio para esta série de pecados capitais. Passamos as  últimas semanas relembrando histórias e livros que tratam do assunto ou de alguma forma tem um personagem avarento. Um texto clássico é a peça “O Avarento” de Molière, representada pelo grande Paulo Autran, que infelizmente não está mais conosco, mas que tem uma atuação brilhante.

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A sombra da Guilhotina (Hilary Mantel)

Publicado por Kika em fevereiro - 19 - 2010

09279341Antes de começar, uma confissão: A Revolução Francesa é um assunto que me fascina desde as primeiras páginas das “Memórias de um médico”, de Alexandre Dumas. Uma febre revolucionária se seguiu, e li Michelet, Rousseau, Voltaire, reportagens, fiz minha pequena coleção de obras sobre o tema, que inclui um belo dicionário de mais de mil páginas, e a edição comemorativa de 200 anos bilíngue, editada pela CAIXA, que possui entre outras imagens, a da partitura original da Marselhesa. É vício.

“A sombra da guilhotina” foi um livro que me seduziu pela capa – o belissimo quadro (a Tomada da Bastilha de Jean Pierre Houël)1, somado ao epíteto provocativo de “O mais perfeito romance já escrito sobre a Revolução Francesa”, e o calhamaço de 784 páginas fizeram meus olhinhos brilharem quando vi na livraria. Não resisti à vontade de conferir se a obra de Hilary Mantel suplantaria mesmo qualquer outra que eu tivesse lido. Eis o que se seguiu.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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