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	<title>Meia Palavra</title>
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		<title>O Palácio de Inverno (John Boyne)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izze</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
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		<category><![CDATA[O Palácio de Inverno]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando fui saber quem era John Boyne vi seu nome ligado ao best-seller O Menino do Pijama Listrado. A obra é bastante recomendada, mas dela vi somente uma imagem de sua adaptação cinematográfica. Imagem essa que dizia ser uma história triste, que pega pela emoção. Quando peguei O Palácio de Inverno, terceiro livro do autor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/o-palácio-de-inverno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3522" title="o palácio de inverno" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/o-palácio-de-inverno.jpg" alt="" width="210" height="314" /></a>Quando fui saber quem era <strong>John Boyne</strong> vi seu nome ligado ao best-seller<strong> O Menino do Pijama Listrado</strong>. A obra é bastante recomendada, mas dela vi somente uma imagem de sua adaptação cinematográfica. Imagem essa que dizia ser uma história triste, que pega pela emoção. Quando peguei <strong>O Palácio de Inverno</strong>, terceiro livro do autor publicado no Brasil pela <strong>Companhia das Letras</strong>, esperava apenas mais uma boa história que mistura a ficção à realidade, e não algo tão emocionante. E levar o leitor a pensar isso, inicialmente, é o objetivo do livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3519"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Palácio de Inverno</strong> conta a vida de Geórgui Danielovicht Jachmenev, um senhor nos seus 80 anos de idade de origem russa que vive na Inglaterra. Sua mulher, Zoia, está hospitalizada, enfrentando os últimos estágios de um câncer. Perto da perda iminente, Geórgui relembra tempos passados ligados a grandes momentos do século XX e, principalmente, das pessoas que passaram por sua vida. A história de Geórgui está intimamente ligada com o último czar russo, Nicolau II, e sua família, a quem serviu durante a juventude. Fazendo saltos temporais a cada capítulo, Boyne narra as principais passagens da vida desse homem.</p>
<p style="text-align: justify;">A distância entre os Geórguis descritos no livro parece ser maior do que o intervalo de tempo entre os anos 1910 e 1980. Aos 16 anos, o russo salva um primo do czar e ganha sua confiança para ser segurança particular de seu filho, Alexei, herdeiro do trono de 11 anos. Aqui, Boyne apresenta a intimidade da família do czar, composto ainda por sua esposa, a czarina Alexandra, e suas quatro filhas, Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. O jovem “mujique” se vê deslumbrado com a vida no Palácio de Inverno, em São Petersburgo, onde Nicolau II comandava seu país em uma guerra, e também abençoado por estar em companhia dos “escolhidos de Deus”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em contrapartida, o Geórgui idoso, sério e aparentemente mal-humorado, relata a descoberta da doença de sua esposa, a perda da filha, o nascimento de seu neto e os problemas em ser estrangeiro em épocas de guerra. São nessas passagens que Boyne insere o mistério da trama, insinuando um segredo guardado por Geórgui e Zoia que relembram grandes sofrimentos, motivo pelo qual o russo se mostra tão fechado às outras personagens. Há um contraste enorme entre o jovem e o velho, que vai esmaecendo conforme a leitura avança. Enquanto os relatos nos tempos de serviço ao czar se encaminham para o futuro, os dias na Inglaterra sofrem um retrocesso, de maneira que, no final do livro, Geórgui velho se funde com o novo e a chave de seus segredos é revelada.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/nicolauii.jpg"><img class="size-full wp-image-3525   aligncenter" title="Nicolau II, czar da Rússia, e sua família em 1913" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/nicolauii.jpg" alt="Nicolau II, czar da Rússia, e sua família em 1913" width="476" height="339" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esse ritmo que John Boyne deu ao romance o torna ainda mais atraente. Enquanto o leitor espera dar continuidade a um caso descrito, por exemplo, em 1916, ele logo pula para 1945, tornando a história ainda mais curiosa. Esse método só faz criar mais expectativas acima da trama, que funciona justamente por ser contada dessa forma: em fragmentos, com a ordem cronológica constantemente interrompida. É dessa maneira que Boyne cria o suspense da trama, encaminhado o leitor para um final emocionante, possível apenas na literatura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Palácio de Inverno</strong> se mostrou um livro que engana. Superficialmente, pensa-se que ele fala da guerra, da relação com pessoas importantes, com o poder, quando na verdade ele fala de amor. O relato da vida da corte russa, das amenidades da família real, da vida tranqüila e normal de Londres e os fatos históricos não passam de um pano de fundo, um cenário meticulosamente montado para dar ainda mais consistência a uma história de amor que sobrevive às mais variadas adversidades e, principalmente, ao tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">John Boyne fez de <strong>O Palácio de Inverno</strong> uma ficção que se apossa da realidade para ir além do mero curioso. Nele vemos um imperador atencioso, dramas da juventude, mazelas da guerra, o cotidiano de um homem que teve seus dias gloriosos ao lado de pessoas ilustres que, agora, esconde seu passado de todos com o único objetivo de proteger quem ama. Uma apropriação mais do que bem sucedida da história dos últimos Romanov, que até 2007 ainda estava envolta em mistérios e inspirou muitas outras obras. <strong>O Palácio de Inverno</strong> certamente irá emocionar e fazer o leitor desejar que tudo poderia ter acontecido exatamente como Boyne narrou.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Título: </strong>O Palácio de Inverno (The House of Special Purpose)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Autor</strong>: John Boyne</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução:</strong> Denise Bottmann</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Páginas: </strong>456</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Preço Sugerido: </strong>39,50</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Companhia das Letras" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5350&amp;pid=86829#pid86829">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Paraíso Perdido (Cees Nooteboom)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 14:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Cees Nooteboom]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Paraíso Perdido]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitas pessoas não precisam ser católicas para admirarem anjos – as figuras assexuadas e com um par de asas que povoam as páginas do Antigo Testamento. Alma é uma estudante paulistana de história da arte fascinada por esses seres fantásticos desde sua infância. Durante um momento de puro devaneio (ou por intervenção do destino?) Alma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/capa_pperdido_230_rep.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3514" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="capa_pperdido_230_rep" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/09/capa_pperdido_230_rep.jpg" alt="" width="230" height="345" /></a>Muitas pessoas não precisam ser católicas para admirarem anjos – as figuras assexuadas e com um par de asas que povoam as páginas do Antigo Testamento. Alma é uma estudante paulistana de história da arte fascinada por esses seres fantásticos desde sua infância. Durante um momento de puro devaneio (ou por intervenção do destino?) Alma dirige até o bairro de Paraísopolis (descrito como o inferno na terra, ironicamente) e seu carro enguiça para logo em seguida ela ser estuprada por diversos sujeitos (não descritos). Assim ela perde sua alma de anjo e seu espaço no paraíso. Alma se junta a Almut, sua amiga de infância, numa viagem até a Austrália (um sonho idealizado pelas duas desde jovens), onde, talvez, ela possa encontrar o paraíso que perdeu.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3513"></span>As duas brasileiras tentam sobreviver na Austrália como massagistas e lavadoras de pratos. Em meio essa viagem ao paraíso idealizado, Alma encontra um artista de origem aborígene que ela crê ser um anjo disfarçado, tanto pela sua arte quanto pelo silêncio que este carrega para todo lado.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, é numa peça de teatral interativa em um festival que Alma realiza seu maior sonho, tornar-se anjo. Ela deve ficar escondida – imóvel – dentro de um armário para que os espectadores acreditem em sua divindade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">E assim eu virei anjo. Não foi difícil. A diretora logo me escolheu.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não obstante, ainda nos é levantado o ponto se existe o sexo entre os anjos. Alma acha que encontrou um anjo com quem pode se aventurar nos campos da luxúria. Nesse ponto encontramos os falsos anjos que vieram apenas para arrancar nossa inocência. Mas isso já não tinha acontecido no estupro? Não. Anjos e demônios são seres diferentes, mesmo um falso anjo não chega a ser um demônio. Tão pouco a maldade pode ser absolvida por completo. Seja pelo castigo de Deus ou pelos desencontros da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Não por acaso o prólogo do livro é narrado em primeira pessoa masculina, alguém que descreve um avião, revistas e as pessoas que perambulam pelos corredores. Ele, o narrador, se mostra curioso ao ver uma menina entrar no avião com um livro na mão. Curioso, tenta desvendar o que ela lê. Quando formula meia dúzia de palavras para tentar uma aproximação, na esteira das bagagens, o tal narrador perde a menina de vista e fica ao relento. O narrador do avião é Eric Zondag, um crítico literário e alcoólatra, que vai até a Suíça, convencido por sua namorada, ninfeta e angelical, chamada Anja (sim, eles estão em todos os lugares) a se internar.</p>
<p style="text-align: justify;">Eric encontra um anjo, durante uma viagem até a Austrália, que não consegue esquecer. Esse anjo é Alma e ela é sua nova massagista. Desse encontro em diante os dois discutem e tentam reaver tudo que os aconteceu desde aquele choque, onde ela era a criatura de Deus, sem sexo, alada, intocável, mas também era a mesma garota do avião que escondia o título do livro que estava lendo.</p>
<p style="text-align: justify;">O cruzamento dessas duas narrativas é essencial, e a partir daí <a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2009/08/04/cees-nooteboom/" target="_blank">Cees Nooteboom</a> irá nos presentear com duas vozes, dois anseios e duas pessoas procurando redenção &#8211; tentando encontrar o paraíso perdido. Uma verdadeira queda livre na metalinguagem de Nooteboom; entre pensamentos e sonhos, e entre concretizá-los e esquecê-los. É difícil para Alma aceitar que nunca voltará aos céus, mas e quem poderá? Um trecho do poema de John Milton abre o primeiro capítulo, revelando a expulsão de Adão e Eva do paraíso, e ao final temos outro trecho do poema revelando que o paraíso não está mais lá para eles. E é disso que se trata essa obra: dois seres expulsos do paraíso, vagando pela terra tentando encontrar seu par, seja ele anjo ou humano.</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Companhia das Letras" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOOTEBOOM</strong>, Cees. <em>Paraíso Perdido</em>. Companhia das Letras, 2008. 153 págs. Tradução: Cristiano Zwiesele do Amaral. Preço sugerido: R$ 34,00</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5351" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Sob o Céu de Agosto (Gustavo Machado)</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/30/sob-o-ceu-de-agosto-gustavo-machado/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izze</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
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		<description><![CDATA[Juremir Machado da Silva diz que Gustavo Machado pode entrar na lista dos grandes jovens escritores gaúchos. O que, segundo ele, talvez possa não acontecer, por conta da sorte similar a de Mick Jagger que o jornalista possui. Mas eu digo que sim, Machado pode estar nessa lista. Não que eu tenha alguma autoridade para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/soboceudeagosto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3494" title="soboceudeagosto" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/soboceudeagosto.jpg" alt="" width="220" height="325" /></a>Juremir Machado da Silva diz que <strong>Gustavo Machado</strong> pode entrar na lista dos grandes jovens escritores gaúchos. O que, segundo ele, talvez possa não acontecer, por conta da sorte similar a de Mick Jagger que o jornalista possui. Mas eu digo que sim, Machado pode estar nessa lista. Não que eu tenha alguma autoridade para afirmar isso, mas seu primeiro livro foi um belo começo. <strong>Sob o Céu de Agosto</strong>, lançado semana passada pela editora<strong> Dublinense</strong>, é uma daquelas histórias raras capazes de prender o leitor por um dia inteiro, e que o simpatiza com uma personagem que tem mais defeitos do que virtudes.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3493"></span>Otto, um pintor de 30 e poucos anos, passa os dias em casa atrás de inspiração para suas telas. Diariamente, recusa de maneira heroica as investidas de sua vizinha e amiga ninfeta, Berta, de 15 anos, que age como adulta, sonhando em ser sua mulher. Otto está ficando sem dinheiro, e por nem conseguir representar nas telas a cor do céu nos dias nublados e úmidos de agosto, está desesperado atrás de um emprego. Não que ele queira realmente trabalhar, mas é sua única opção. Auxiliado por um amigo político, consegue uma vaga para dar aulas de pintura em uma casa de cultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não foi apenas dinheiro que ele encontrou lá. Desde a primeira aula, se sentiu atraído por uma das alunas, Sophia, de 24 anos, que retribui o interesse. Em poucos dias, sua vida muda drasticamente, não necessariamente para melhor. Casada com um homem importante da região e violento, Sophia vê em Otto uma forma de libertação. Essa união repleta de atração e poder já nasce fadada à tragédia.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro já começa dizendo isso. Somos apresentados a Otto na cadeia, preso por envolvimento em um assassinato, mas não sabemos de quem. Toda a história de<strong> Sob o Céu de Agosto</strong> é narrada pelo pintor ao policial envolvido no caso. Não é um simples relato de sobre o que levou Otto ao crime, mas uma ficha completa de todas as suas angústias e decepções. Apesar de desprezar certas convenções sociais, ele se vê preso a essas regras que regem o comportamento das pessoas. Está na obrigação dele pagar suas contas, e para isso ter um emprego. É seu dever resistir à Berta, pois por mais adulta e inteligente que ela possa ser, um relacionamento com ela seria um crime. Mas com Sophia todas essas preocupações somem, enquanto outras piores surgem.</p>
<p style="text-align: justify;">Otto é um personagem deprimido, que sabe expressar nos mínimos detalhes essa desilusão e desprezo pelo emprego e pessoas que conhece. Assim como Sophia o arrebata para um relacionamento perigoso, somos tomados pela narrativa criada por Gustavo Machado, onde o mistério se insinua sutilmente. Não parece que uma história assim possa conter algum suspense, um momento de ação, mas ela tem, e percebe-se isso depois que a leitura já está nesse estágio.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor fecha a história de forma inesperada, fazendo de Sophia e tudo o que Otto passou com ela algo que pode ficar na mera lembrança. Por fim, todo esse caso e a tragédia em que acabou se mostra algo positivo para Otto, como um acontecimento que insinua a desgraça de um homem mas termina como sua salvação. Mas não importa a finalização da história. <strong>Sob o Céu de Agosto</strong> é um livro que vale pelo seu desenvolvimento, por retratar de forma tão convincente a vida emocionalmente conturbada do protagonista. Sem dúvida, uma estreia positiva de Gustavo Machado na literatura gaúcha.</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Dublinense</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.dublinense.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Editora Dublinense" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/08/dublinenselogo.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5347">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		<title>Os Aparados – Letícia Wierzchowski</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/30/os-aparados-%e2%80%93-leticia-wierzchowski/</link>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 11:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Liv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Letícia Wierzchowski]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Os Aparados]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo pré-apocalíptico, um avô e uma neta tentam sobreviver. Aos temporais, ao caos e acima de tudo a si próprios. Marcus tem 63 anos e Débora, 17. Ela está grávida de sete meses, ele enxerga naquela barriga uma esperança para a sua vida. Com a ajuda dos conhecimentos adquiridos na época de professor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/osaparados.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3475" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="osaparados" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/osaparados-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Em um mundo pré-apocalíptico, um avô e uma neta tentam sobreviver.  Aos temporais, ao caos e acima de tudo a si próprios. Marcus tem 63 anos e Débora, 17. Ela está grávida de sete meses, ele enxerga naquela barriga uma esperança para a sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ajuda dos conhecimentos adquiridos na época de professor na faculdade, Marcus constrói uma casa nos Aparados da Serra Gaúcha, um refúgio que seria o seu mundo particular, onde poderia se abrigar com a neta de todo o caos e quem sabe, voltar a ser feliz.<span id="more-3474"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em <a title="os aparados" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=23977" target="_blank">Os Aparados</a>, Letícia Wierzchowski constrói aos poucos uma história densa e encantadora, repleta de encontros e desencontros, onde as personagens que mesmo distantes do caos pré-apocalíptico, estão muito próximas do caos emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta bela história sobre a vida, durante o desenrolar da trama vamos acompanhando, sofrendo e torcendo por personagens carismáticos e sensíveis, que estão muito próximos de nós. Seja na figura de Marcus, o avô protetor que vê na neta uma chance de quem sabe ter um futuro diferente. Ou em Débora, a adolescente rebelde que não compreende o que está acontecendo ao seu redor, e nem dentro de si.</p>
<p style="text-align: justify;">A tensão que emana dessa relação é quase uma personagem. Sempre presente. Marcus é a única família de Débora e vice-versa.  São dois personagens solitários, que tentam encontrar-se.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os Aparados</em> é um livro sobre a vida (que agoniza) e sobre ceder. Nas 236 páginas Letícia Wierzchowski nos apresenta à um mundo que está cada dia mais próximo de nós, repleto de perdas, ganhos, encontros e desencontros.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5345" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Aparados</strong></p>
<p>Leticia Wierzchowski<br />
240 páginas<br />
Preço sugerido: R$37,90</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save">Compartilhar/Favoritos</a> </p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O Bobo da Rainha (Philippa Gregory)</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/29/o-bobo-da-rainha-philippa-gregory/</link>
		<comments>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/29/o-bobo-da-rainha-philippa-gregory/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 19:15:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[O Bobo da Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[Philippa Gregory]]></category>

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		<description><![CDATA[Que a Inglaterra virou de ponta cabeça durante o reinado de Henrique VIII, todos sabemos, mas a história do que aconteceu depois do falecimento do monarca é pouco conhecida. Sabe-se apenas que Elizabeth foi rainha e fez o país prosperar sob seu governo. Entre Henrique VIII e Elizabeth, nada mais nada menos do que três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/O_BOBO_DA_RAINHA_1253842707P.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3469" style="margin: 5px; border: 0px;" title="O_BOBO_DA_RAINHA_1253842707P" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/O_BOBO_DA_RAINHA_1253842707P.jpg" alt="" width="200" height="304" /></a>Que a Inglaterra virou de ponta cabeça durante o reinado de Henrique VIII, todos sabemos, mas a história do que aconteceu depois do falecimento do monarca é pouco conhecida. Sabe-se apenas que Elizabeth foi rainha e fez o país prosperar sob seu governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre Henrique VIII e Elizabeth, nada mais nada menos do que três monarcas reinaram a Inglaterra: Eduardo VI, Jane e Mary. Eduardo é o filho de Henrique com sua terceira esposa: Jane Seymour ; Jane é colocada no poder através de artimanhas políticas e Mary, filha de Henrique com sua primeira esposa, Catarina de Aragão, é coroada rainha pelo povo que a admira.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3468"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A narradora do livro, Hannah Green, é judia, filha de um livreiro; sua mãe foi queimada viva pela Inquisição por ser herege,o que fez com que Hannah e seu pai procurassem refúgio na Inglaterra protestante de Eduardo VI. Um dia, Robert Dudley, filho do conde mais influente da corte; e John Dee, seu professor, vão à loja do pai de Hannah atrás de livros, e Hannah enxerga um anjo atrás dos dois homens. Isso desperta um interesse dos homens na moça, que é contratada por Robert.</p>
<p style="text-align: justify;">Hannah então passa a ser a Boba da corte de Eduardo VI e, assim que o vê, antecipa que o monarca irá falecer em breve. É enviada a Mary, herdeira ao trono, cuja coragem e confiança inspiram Hannah. Jane Seymour é colocada no trono, pois os cortesãos querem uma rainha protestante, e Mary é católica fervorosa. Mas Mary, amada pelo povo, consegue escapar daqueles que tentam matá-la e se coloca no trono.</p>
<p style="text-align: justify;">Começa então uma disputa entre Mary, rainha; e sua irmã, Elizabeth, princesa herdeira. Mary gostaria que a irmã a apoiasse, mas Elizabeth, sendo protestante, não consegue apoiar a irmã que obriga todos a voltarem a ser católicos. Elizabeth finge estar doente demais para ir à missa, e quando vai, se recusa a rezar pela saúde da irmã, e com essa falta de submissão, vai perdendo o amor da rainha, que acaba a expulsando da corte. A rainha pede que Hannah sirva Elizabeth, de modo que possa lhe informar os planos da princesa, e Hannah conhece uma mulher forte, independente e que não tem medo de usar todas as suas armas para conseguir o que quer.</p>
<p style="text-align: justify;">O pai de Hannah lhe apresenta Daniel, o rapaz com quem deverá se casar ao completar 16 anos: um rapaz bonito, forte, aspirante a médico e que enfrenta Hannah e a ensina pacientemente a ser mais mulher e menos Bobo.<br />
Hannah então se vê presa entre seu amor pela corte: rainha, princesa e seu senhor Robert Dudley; e o amor de Daniel. O que Hannah fará quando a Inquisição chega à Inglaterra ameaçando ela e sua família?</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o livro todo você torce por Hannah, se irrita com Elizabeth, sente pena de Mary e raiva de muita gente. Durante o fim, você fica se perguntando como que as coisas podem dar certo se tanta coisa deu errado. É emoção do começo ao fim.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Segui atrás e senti meu coração bater forte, sabendo que estava em fuga mais uma vez, e com medo, mais uma vez, e que agora talvez a situação fosse mais arriscada do que quando fugira da Espanha ou de quando tínhamos fugido de Portugal, até mesmo de quando tínhamos fugido da França, porque agora fugia com um pretendente ao trono da Inglaterra, com Lorde Robert Dudley e seu exército nos perseguindo. E eu era seu vassalo, tinha-lhe jurado obediência, era criada de confiança da rainha e judia, porém uma cristã praticante servindo a uma princesa papista em um país protestante. Não era de se admirar que meu coração estivesse na boca e batendo mais alto do que os cascos dos grandes cavalos enquanto descíamos a estrada para o este, a meio-galope em direção ao sol nascente.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Neste trecho, Hannah descreve o medo que sentiu ao fugir com Mary enquanto esta corria risco de ser morta para Jane Seymour continuar no trono. Foi um dos trechos que mais me marcou enquanto lia, pois mostra como os cortesãos eram dissimulados e seguiam as tendências, independente de suas próprias convicções, mesmo o Bobo, que tem &#8220;permissão&#8221; de falar o que pensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinto livro a ser publicado pela Editora Record, O Bobo da Rainha seria o quarto se fôssemos colocar todos os livros em ordem cronológica. Claro que a Record lançou todos em uma ordem aleatória e eu li todos na ordem errada hahaha&#8230; Mas claro que não importa a ordem, já que uma história independe da outra: como eu disse quando resenhei Os Venenos da Coroa: a História é imutável. Todo mundo sabe que Henrique VIII teve seis esposas, e não adianta torcer pra isso mudar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Philippa Gregory explorou em seus cinco livros desde Catarina de Aragão e seu casamento com Henrique VIII em A Princesa Fiel; até os primeiros anos do reinado de Elizabeth em O Amante da Virgem. Para os interessados na ordem cronológica:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Princesa Leal</strong> &#8211; Narra a história de Catarina de Aragão: desde sua infância na Espanha, até sua morte. (quarto que eu li)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Irmã de Ana Bolena</strong> &#8211; Narra a história de Maria Bolena, irmã de Ana Bolena, enquanto esta passou de amante do rei, à sua esposa, à bruxa condenada.(segundo que eu li)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Herança de Ana Bolena</strong> &#8211; Narra a história das últimas três rainhas de Henrique VIII: Ana de Cleves, Catarina Howard e Catarina Parr. (terceiro que eu li)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Bobo da Rainha</strong> &#8211; Narra a história de Mary, rainha da Inglaterra, desde antes de ser coroada até sua morte.(quinto que eu li)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Amante da Virgem</strong> &#8211; Narra alguns anos do reinado de Elizabeth. (primeiro que eu li)</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sobre a autora</strong>: <em>Mariana &#8216;Feanari&#8217; Russo</em> está no último ano de Química e queria que o dia tivesse mais do que 24 horas pra ler mais.  É conhecida por gostar de pinguins e por ser leitora ávida de romances históricos. Além de moderar o <a href="http://omegageek.com.br/forum">Fórum Omega Geek </a>, ela escreve no <a href="http://feanari.wordpress.com/" target="_blank">Blablabla Aleatório</a> algumas aleatoriedades, e tenta resenhar os livros que leu.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5339" target="_blank">DISCUTA ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		</item>
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		<title>O Silêncio dos Inocentes (Thomas Harris)</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/28/o-silencio-dos-inocentes-thomas-harris/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 11:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Hannibal Lecter]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Thriller de todos os tempos]]></category>
		<category><![CDATA[O Silêncio dos Inocentes]]></category>
		<category><![CDATA[Romance Policial]]></category>
		<category><![CDATA[Thomas Harris]]></category>
		<category><![CDATA[Thriller Psicológico]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente a NPR (National Public Radio) realizou uma votação em seu site para eleger os melhores  thrillers de todos os tempos.  Os votantes, aliados ao crivo de críticos e escritores, elegeram em primeiríssimo lugar a mais conhecida obra de Thomas Harris: O Silêncio dos Inocentes. Fiquei conhecendo essa obra através do filme dirigido por Jonathan [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/8577990621_HB.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3461" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="8577990621_HB" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/8577990621_HB.jpg" alt="" width="200" height="301" /></a>Recentemente a NPR (<em>National Public Radio</em>) realizou uma votação em seu site para eleger os <a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=128718927&amp;ft=1&amp;f=1032" target="_self">melhores  <em>thrillers</em> de todos os tempos</a>.  Os votantes, aliados ao crivo de críticos e escritores, elegeram em primeiríssimo lugar a mais conhecida obra de Thomas Harris: <em>O Silêncio dos Inocentes</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei conhecendo essa obra através do filme dirigido por Jonathan Demme, lançado em 1991. Confesso que não sentia a mesma curiosidade de ler o livro depois de já ter assistido o filme, mas vencer essa excentricidade me deu a oportunidade de conhecer um belo romance policial.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3460"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de <em>O Silêncio dos Inocentes</em>, Thomas Harris já havia escrito outros livros, <em>Domingo Negro</em> (1975) e <em>Dragão Vermelho</em> (1981).     Depois do sucesso do psiquiatra canibal, redimensionado pela repercussão cinematográfica, Harris escreveu ainda <em>Hannibal</em> (1999) e <em>Hannibal, a origem do mal</em> (2006).</p>
<p style="text-align: justify;">Escrito em 1988, <em>O Silêncio dos Inocentes</em> conta a história da jovem agente do FBI Clarice Starling, que se vê encarregada de investigar pistas para uma possível captura de um <em>serial killer</em> (chamado de Buffalo Bill) que vinha matando mulheres que tivessem um manequim um pouquinho avantajado. Pode até parecer clichê, mas a história toma um rumo sinistríssimo quando Clarice descobre que sua busca se dará em um local nada convidativo, onde ela deve entrevistar um serial killer aterrador, conhecido por devorar as suas vítimas, o Dr. Hannibal Lecter.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dr. Lecter não havia colaborado com entrevistas ou investigações antes de Starling, e Jack Crawford, o superior de jovem agente, pensa que a bela moça de sotaque provinciano pode arrancar alguma informação do assassino canibal. Crawford não estava de todo errado, já que Lecter se mostrou muito mais acessível do que fora em qualquer outra tentativa, porém, Lecter se recusa a fornecer conclusões e hipóteses sem relutância, usando de uma eloqüência e uma elegância surpreendentes (com um toque de sadismo pela negligência em algo tão sério como a captura de Buffalo Bill) ao dar pistas mas esconder verdades efetivas</p>
<p style="text-align: justify;">Thomas Harris estava construindo aí um dos vilões mais aterradores da Literatura, pois se não bastasse o fato de ele praticar canibalismo com suas vítimas, a frieza e a insensibilidade com que ele faz isso e fala sobre isso, aumentam a tensão de cada momento em que ele está “em cena”. A presença dele na narrativa gera uma angústia perturbadora. O caso do mórbido banquete de Lecter com uma enfermeira mostra a frieza do canibal: Lecter era levado para exames médicos, estando já com sua freqüência cardíaca monitorada, quando ataca a enfermeira, mordendo e buscando devora-la. O registro dos batimentos mostrou que sua freqüência cardíaca não se alterou  em nada durante o processo.</p>
<p style="text-align: justify;">Refinado, metódico, erudito e loquaz, Hannibal Lecter parece reunir em uma <em>persona</em> extremos praticamente inconciliáveis, pois o senso dele em relação ao certo, errado, aceitável etc. cria uma aura de mistério e terror em volta de si, de modo que suas frases sejam sugestivas e pertinentes, pois ele joga com Starling e lhe esconde pontos importantes, dizendo que há um quebra-cabeça, mas dando somente uma peça por vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa valiosa fonte de informações para a resolução do caso tem sua importância aumentada gigantemente quando a filha de uma senadora é seqüestrada por Buffalo Bill, fazendo com que Hannibal procura tirar proveito de seus conhecimentos para conseguir confortos para sua vida enclausurada. Nesse ponto começa uma operação para que Lecter seja transportado para perto da senadora e essa tenha acesso às informações que ele tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Interrompo a sinopse nesse ponto para que a trama possa ser devidamente aproveitada por aqueles que se dispuserem a empreender tal leitura, podem ter certeza que ainda há bastante coisa para se aproveitar além do que aqui foi escrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Os diálogos, o desenvolvimento psicológico de Starling, as tramas paralelas de personagens secundários, como o guarda de Lecter ou Jack Crawford; a descrição das atrocidades de Buffalo Bill etc. são alguns dos pontos onde o livro vai além do filme, justamente pelo formato, que lhe possibilita deter-se mais sobre certos aspectos que ficam superficializados na película.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/3385161.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3462" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="3385161" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/3385161.jpg" alt="" width="200" height="231" /></a>Há mais um bocado de coisas legais que fazem o livro valer a pena mesmo que você já tenha assistido ao filme . Difícil é esquecer daquele olhar inquietante e perturbador de Anthony Hopkins a cada descrição que Harris faz de Hannibal Lecter. Vale a pena conferir. Ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você acha Hannibal Lecter um dos vilões mais macabros, não deixe de votar lá no <a href="http://votorama.mtv.uol.com.br/20-viloes-da-literatura" target="_self">Votorama da MTV</a>.</p>
<p><strong>O Silêncio dos Inocentes</strong><br />
Tradução: Antônio Gonçalves Penna<br />
392 páginas<br />
Preço Sugerido: R$ 17,90</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="338" height="98" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5334" target="_self">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		</item>
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		<title>A polêmica sobre A Guerra dos Tronos no Brasil</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/27/a-polemica-sobre-a-guerra-dos-tronos-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 12:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Línguas&Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[A Guerra dos Tronos]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[As Crônicas de Gelo e Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[George R R Martin]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os amantes da fantasia, já tem algum tempo que notícias sobre a adaptação da saga A Guerra dos Tronos de George R.R. Martin estão causando alguma agitação. Não é por acaso: o canal de tv responsável por passar os livros para a telinha é a HBO, famosa pela altíssima qualidade do que faz. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/a-guerra-dos-tronos.jpg"><img class="size-medium wp-image-3454 alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="a-guerra-dos-tronos" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/a-guerra-dos-tronos-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a>Para os amantes da fantasia, já tem algum tempo que notícias sobre a adaptação da saga <em>A Guerra dos Tronos</em> de George R.R. Martin estão causando alguma agitação. Não é por acaso: o canal de tv responsável por passar os livros para a telinha é a HBO, famosa pela altíssima qualidade do que faz. E o elenco tem um velho conhecido das adaptações de fantasia, Sean &#8220;Boromir&#8221; Bean como Eddard Stark.</p>
<p style="text-align: justify;">Junto com o anúncio da adaptação, mais boas notícias ainda na metade desse ano, quando no começo do mês a editora Leya anunciou que publicaria a tradução do primeiro livro (chegando por aqui como <em>As Crônicas de Gelo e Fogo</em>) e divulgou uma capa belíssima, para fã nenhum botar defeito (é a que ilustra esse artigo, para vê-la em tamanho ampliado, basta clicar sobre ela).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3453"></span>Aqui cabe ressaltar a importância de publicações de traduções como essa. <em>A Guerra dos Tronos</em> foi publicado lá fora em 1996. São quase 15 anos desde que saiu o primeiro livro, e é evidente que ele ganhou um espaço entre aqueles que gostam do gênero (os mesmos que se deliciaram com os livros de J.R.R. Tolkien, por exemplo). O problema é que uma vez que traduções não estavam disponíveis aqui no Brasil, o leitor teria que recorrer à versão lusitana do texto caso não conseguisse ler no original.</p>
<p style="text-align: justify;">O saldo é negativo para todo mundo. Quem já conhece os livros e gosta, não tem muito com quem conversar, porque sem uma tradução o acesso à obra é extremamente restrito. E é por isso que a notícia da publicação da Leya é tã0 bem-vinda inclusive para quem já leu (o que é o meu caso).</p>
<p style="text-align: justify;">O balde de água fria veio quando o <a title="primeiro capítulo" href="http://www.omelete.com.br/televisao/exclusivo-leia-o-primeiro-capitulo-do-epico-guerra-dos-tronos/" target="_blank">Omelete divulgou o primeiro capítulo da dita tradução</a>. O que se descobriu então é que a Leya resolveu não traduzir direto do inglês, mas adaptar a tradução do português europeu feita por Jorge Candeias. O resultado disso é comentado pelo próprio Jorge em seu blog, <a title="jorge sobre a tradução de a game of thrones" href="http://lampadamagica.blogspot.com/2010/08/sobre-traducao-de-martin-no-brasil-o.html" target="_blank">em post publicado no último dia 25</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema de uma tradução ruim (e talvez aqui seja bom deixar claro, não é a tradução de Jorge que está sendo criticada, mas a ideia de adaptá-la para o português brasileiro) é que o leitor que tiver o primeiro contato com a obra através dessa poderá não gostar do texto, seja por estranhá-lo, seja por simplesmente achar que &#8220;não é bem escrito&#8221;, quando não é o caso.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="leitura escrita" href="http://leituraescrita.wordpress.com/2010/08/24/a-guerra-dos-tronos-traducao-lancamento-e-critica/" target="_self">A Ana do Leitura Escrita comenta um pouco mais o caso</a>, inclusive fazendo um trabalho de comparação como o que o Jorge Candeias fez. Já <a title="comentários" href="http://gameofthronesbr.blogspot.com/2010/08/minha-opiniao-sobre-guerra-dos-tronos_26.html#links" target="_blank">a Lidiany do Game of Thrones publicou os comentários da editora Leya</a> no twitter sobre o assunto. É dito algo sobre reavaliar o trabalho realizado, o que seria ótimo se realmente acontecesse. Não só para os possíveis novos leitores da saga, mas para a própria Leya que não ficará com a imagem arranhada por um trabalho mal feito, justamente com um título que tem tudo para ser um dos mais lidos nos próximos anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="COMENTE" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5094&amp;pid=86434#pid86434" target="_blank">COMENTE ESSE ARTIGO NO FÓRUM MEIA PALAVRA</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A Morte de Bunny Munro, de Nick Cave</title>
		<link>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/26/a-morte-de-bunny-munro-de-nick-cave/</link>
		<comments>http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/08/26/a-morte-de-bunny-munro-de-nick-cave/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 17:51:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A Morte de Bunny Munro]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Record]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Cave]]></category>
		<category><![CDATA[The Death of Bunny Munro]]></category>

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		<description><![CDATA[Bunny Munro é um vendedor de produtos de beleza. Não qualquer um, mas &#8216;O&#8217; vendedor de produtos de beleza. Com um magnetismo sexual superado somente por sua líbido impossível de ser saciada suas vendas de porta em porta mais se parecem com cruzadas em que conquista os bolsos e corpos de suas clientes. Bunny, porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/21863301_41.jpg"></a><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/21863301_41.jpg"><img class="size-medium wp-image-3445 alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="21863301_4" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/21863301_41-e1282845322318-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Bunny Munro é um vendedor de produtos de beleza. Não qualquer um, mas &#8216;O&#8217; vendedor de produtos de beleza. Com um magnetismo sexual superado somente por sua líbido impossível de ser saciada suas vendas de porta em porta mais se parecem com cruzadas em que conquista os bolsos e corpos de suas clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Bunny, porém, é um pai de família. Tem um filho de 9 anos, Bunny Júnior, e uma esposa, Libby. E ele os ama. Sua falta de controle e seu desprezo por tudo e todos, no entanto, destroem sua família. Com o suicídio da esposa, um filho esquisito para cuidar ao mesmo tempo em que descobre que o próprio pai está morrendo de câncer, Bunny não sabe aonde ir. E assim começa sua jornada- recheada de drogas, tristeza e vaginas- em direção à morte, que ele pressente estar próxima.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3444"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Assim é o segundo livro do australiano Nick Cave- mais conhecido por seu trabalho como compositor e vocalista dos &#8216;Bad Seeds&#8217; e do &#8216;Birthday Party&#8217;. O livro, aliás, possui um peso semelhante ao das músicas de Cave: uma ânsia sexual mal-reprimida perdida em meio a um mar de remorsos e de tristeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma espécie de Neil Gaiman em preto e branco, Cave é obsceno. Extremamente obsceno. Difícil uma página que não contenha uma palavra de cunho sexual. De baixo calão. E não existe um capítulo sequer em que Bunny não fantasie sobre as partes íntimas de Avril Lavigne ou de Kylie Minogue. Isso, porém, não faz com que o livro se torne menos bonito. Ao contrário, esse vocabulário &#8216;sujo&#8217; e toda a perversão do anti-herói são muito bem utilizados. E existe ainda o contraste: em algumas partes em o foco narrativo é o pequeno Bunny Júnior, que é um garoto inteligente e curioso, de natureza gentil, e que idolatra e ama o pai com todas suas forças, fazendo com que em alguns momentos o livro se tornem bastante singelos.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns elementos bizarros aparecem para dar um pouco mais de cor- ou, ao menos, alguns intrigantes matizes de cinza- ao romance: as aparições da esposa morta; um assassino que se veste de diabo e ruma do norte para o sul da Inglaterra, onde acontece a ação; um caminhão misturador de cimento com os dizeres &#8216;DUDMAN&#8217; em sua lataria e as lembranças da vida pregressa de Bunny.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sou um grande fã da música de Cave. E posso dizer que como escritor ele tem a mesma qualidade que como músico- ele consegue fazer exatamente a mesma coisa, despertar os mesmos sentimentos difíceis de nomear, em um romance sobre segundas chances, em um mundo em que elas não existem mais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a title="comente" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=5324" target="_blank">DISCUTA O POST NO FORUM DO MEIA-PALAVRA</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.record.com.br/"><img title="Grupo Editorial Record" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
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		<title>Luka e o Fogo da Vida, de Salman Rushdie</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 12:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Izze</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Infanto-Juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[Luka e o fogo da vida]]></category>
		<category><![CDATA[Salman Rushdie]]></category>

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		<description><![CDATA[Dezoito anos depois de Haroun viajar até a segunda lua (invisível) da Terra, onde havia um Mar de Histórias que terminava no Lago da Sabedoria, de onde canos (também invisíveis) levavam a água mágica para os contadores de histórias, surge uma nova aventura. Mas dessa vez não é Haroun quem protagoniza a nova viagem. Nessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/luka-e-o-fogo-da-vida1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3439" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="luka-e-o-fogo-da-vida" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/luka-e-o-fogo-da-vida1.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Dezoito anos depois de Haroun viajar até a segunda lua (invisível) da Terra, onde havia um Mar de Histórias que terminava no Lago da Sabedoria, de onde canos (também invisíveis) levavam a água mágica para os contadores de histórias, surge uma nova aventura. Mas dessa vez não é Haroun quem protagoniza a nova viagem. Nessa história, ele já é grande demais para isso, e o heroi da vez é seu irmão mais novo, Luka. Vemos o já então conhecido Xá do Blá-Blá-Blá, o contador de histórias Rashid Kahlifa, pai dos garotos, mais uma vez em risco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Luka e o Fogo da Vida </strong>é a continuação de<strong> Haroun e o Mar de Histórias</strong>, de <strong>Salman Rushdie</strong>, dedicado ao seu filho caçula – assim como o primeiro era ao mais velho. Lançado mundialmente no Brasil pela <strong>Companhia das Letras</strong>, a fantasia que nos é apresentada agora difere da que vimos no primeiro livro infantojuvenil do autor, embora a premissa seja a mesma. Não há um retorno ao Mar de Histórias, mas sim uma viagem fantástica ao Mundo Mágico criado por Rashid, que está mais ameaçado do que se imagina.<span id="more-3438"></span>A história começa com um circo pouco divertido que vai até Kahani. Luka, vendo o estado deplorável dos animais do circo, lança uma maldição contra seu dono, o Capitão Aag, e para espanto geral a maldição dá certo. Todos os animais de Aag se rebelam e fogem, deixando-o sozinho e falido. Luka consegue, então, dois novos amigos: Cão, o urso, e Urso, o cão, animais talentosos e muito inteligentes. Mas junto com eles vêm problemas. Para se vingar do menino de 12 anos, Capitão Aag lança em Rashid em um sono profundo que pode tirar sua vida, e Luka se vê obrigado a ir até o Mundo Mágico auxiliado por uma “cópia” de seu pai para roubar o Fogo da Vida, que o fará acordar.</p>
<p style="text-align: justify;">O que torna <strong>Luka e o Fogo da Vida</strong> tão diferente de Haroun e o Mar de Histórias são as referências que Rushdie usa na trama. Crescendo em meio a histórias fantásticas e tecnologia, Luka vive no mundo atual como qualquer criança: brincando e jogando muito vídeo game. Baseando-se nisso, Rushdie faz da aventura de Luka um jogo propriamente dito, com fases a se passar, salvar, e vidas para acumular. Misturado à isso há um mundo mágico, com seres extraordinários e deuses de várias culturas, citações a jogos, filmes e livros como Super Mario, O Exterminador do Futuro, O Senhor do Anéis, As Crônicas de Nárnia, De Volta para o Futuro e muito mais. Tem como isso não resultar em algo bom?</p>
<p style="text-align: justify;">Se em Haroun Rushdie falava da importância das histórias para a vida, aqui ele trata do medo da morte e do tempo. Os lugares do Mundo Mágico sempre se referem ao passado, presente, futuro e memória. Aqui, ser lembrado é essencial, e o protagonista nos leva para uma corrida contra o próprio tempo, temendo a toda hora que seja tarde demais para salvar o pai. Assim como Haroun, Luka é um garoto muito esperto e sincero, com aquela boa dose de sarcasmo que torna as esquisitices do Mundo Mágico ainda mais engraçadas. E, claro, o garoto também projeta nessa fantasia elementos de sua realidade, aquela brincadeira que toda criança faz de transformar as pessoas boas e ruins que conhece em vilões e herois.</p>
<p style="text-align: justify;">A narração clara e sem rodeios de Rushdie acelera a leitura, deixando aquela sensação de que o livro poderia ter mais 200 páginas, só para sentir o gostinho dessa fantasia por um tempo maior. Aqueles que gostam de caçar elementos da própria vida dentro da ficção vão adorar identificar as várias referências da infância que podem surgir a cada novo parágrafo. <strong>Luka e o Fogo da Vida</strong> é inteligente por conter não apenas uma simples história de um mundo paralelo, mas por também carregar lições importantes sobre coisas inevitáveis da vida: entender que o tempo passa e as coisas se vão, e aproveitar esse momento da melhor forma possível.</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>Luka e o Fogo da Vida</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Salman Rushdie<br />
Tradução: José Rubens Siqueira<br />
208 páginas<br />
Preço sugerido: R$33,00</p>
<p style="text-align: center;">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" title="Companhia das Letras" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Marte Ataca #4</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 14:53:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pips</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Marte]]></category>
		<category><![CDATA[Marte Ataca]]></category>
		<category><![CDATA[Parceiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossos parceiros do Coletivo Marte realizam nesse final de semana a 4ª edição da festa Marte Ataca! que reúne bandas, exposições e bazar. A próxima MARTE Ataca! acontece dia 28 de agosto, a partir das 22h no Cidadão do Mundo, em São Caetano. (Endereço é Rua Rio Grande do Sul, 73). A entrada fica por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/cartazhj.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3435" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="cartazhj" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/08/cartazhj-212x300.jpg" alt="" width="212" height="300" /></a>Nossos parceiros do <a href="http://coletivomarte.com.br">Coletivo Marte </a>realizam nesse final de semana a 4ª edição da festa <strong>Marte Ataca!</strong> que reúne bandas, exposições e bazar.</p>
<p style="text-align: justify;">A próxima MARTE Ataca! acontece dia 28 de agosto, a partir das 22h no Cidadão do Mundo, em São Caetano. (Endereço é Rua Rio Grande do Sul, 73). A entrada fica por R$ 5,00.</p>
<p style="text-align: justify;">Os shows são das bandas Victtoria, 3onfall e The Salad Make.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra deixar a noite mais animada, a MARTE Ataca traz também os DJs Cesinha e nosso amigo Vinícius, do blog Os Três Macacos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3434"></span>Na parte de moda, os meninos da EVOD trazem uma variedade de roupas, enquanto o bazar da Flor de Cris tem um monte de bijouterias e acessórios bem originais. E o sucesso consagrado da última festa, o Swing de Roupas, terá sua segunda edição neste mês!</p>
<p style="text-align: justify;">E a novidade desta edição é o MusicaLibre! Uma coletânea de bandas independentes de graça pra você! É só levar seu pendrive e sair da festa com um monte de música nova pra conhecer!</p>
<p style="text-align: justify;">Vai perder essa? Então marque a data e compareça!</p>
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