A vitória de Orwell (Christopher Hitchens)

Publicado por Anica em agosto - 24 - 20101 COMENTÁRIO

Sempre que penso em escritores cuja biografia renderiam por si só um romance, lembro de uma frase de Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray, que dizia “Um grande poeta é a menos poética de todas as criaturas. Parece que escreve a poesia que não consegue viver, enquanto poetas inferiores vivem a poesia que não conseguem escrever“. Óbvio, lembro da frase porque Wilde mesmo provou que o raciocínio não estava sempre certo – e a realidade é que eu me surpreendo muito com a quantidade de vezes que algum grande escritor parece contrariá-lo.

Veja só o caso de George Orwell. Tomando apenas os trabalhos mais conhecidos, como 1984 e Revolução dos Bichos, é indiscutível a importância desse escritor para a literatura do século XX. E se ao bater os olhos nas fotos de Eric Arthur Blair (nome de batismo do autor) você pensa que era só um tiozinho que escrevia umas boas histórias entre uma xícara de chá e outra, temos A vitória de Orwell (de Christopher Hitchens) para mostrar o contrário.

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O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams

Publicado por Dindii em agosto - 23 - 20104 COMENTÁRIOS

Hoje começo a postar uma sequência de resenhas sobre uma das séries mais divertidas e originais que eu já li. Estou falando do Guia do Mochileiro das Galáxias, do autor Douglas Adams. A obra completa é definida como uma “trilogia de quatro livros mais um”, isso porque o último livro pode ser lido como uma história independente dos outros quatro e foi escrito anos depois.

A narrativa apresenta como característica básica a sátira e o bom humor. Douglas Adams descreve o comportamento humano de forma irônica e engraçada, que muitas vezes pode ser comparada a realidades do nosso cotidiano. Dessa maneira, o leitor consegue se identificar com as situações propostas no livro, mesmo que a obra seja ficção científica pura e inclua casos extremamente diferentes e irreais, sem falar em diversas criaturas extraterrestres.

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Fetiche (Carina Luft)

Publicado por Izze em agosto - 23 - 2010COMENTE

Podolatria. Dentre tantas as taras que o homem tem, foi essa a escolhida por Carina Luft para compor seu romance policial, Fetiche. Assim como Ana Cristina Klein, Carina integra a oficina literária de Charles Kiefer, em Porto Alegre, e isso já é um ponto que causa certa curiosidade quanto a seu livro. Mas o enredo também chama a atenção: uma série de assassinatos em uma pequena cidade gaúcha onde as vítimas tem seus pés cortados. Um thriller, aquela velha caçada ao assassino, onde uma dupla de investigadores trabalha contra o tempo para solucionar o caso. São várias as expectativas quanto ao primeiro livro de Carina, mas nenhuma delas foi superada.

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A Pérola (John Steinbeck)

Publicado por Lucas Deschain em agosto - 20 - 2010COMENTE

Quando foi laureado com o Nobel de Literatura, as obras de Steinbeck foram lembradas pela solidariedade para com os necessitados, a simpatia que ele e sua obra manifestavam com as pessoas com menores condições sociais, e que, muitas vezes eram marginalizadas por conta disso.

Essa preocupação, que varia entre a denúncia do descaso e a busca por melhorias, encontrou ao longo da carreira de Steinbeck, as mais diversas manifestações, que perscrutavam não somente a condição humana de modo geral, mas também a própria questão social, mostrando nesse sentido, as contradições da convivência humana em sociedade e toda a tensão que ronda essas relações sociais.

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Monstros Invisíveis (Chuck Palahniuk)

Publicado por Luciano R. M. em agosto - 19 - 20103 COMENTÁRIOS

Uma decepção. Depois de ver excelentes adaptações cinematográficas de seus livros e de ouvir falar muito bem de Chuck Palahniuk, quando comecei a ler Monstros Invisíveis, era assim que ele me soava. Não me parecia o autor cativante e inteligente que eu esperava. Ao contrário, pareceu jogar fora ótimas ideias com clichês ridículos e e uma história totalmente previsível.

Mas eu me enganei. Em Monstros Invisíveis nada é o que parece. Nada mesmo. Por isso os clichês… Não eram clichês. Pareciam, mas depois mudaram de tal forma que era ridículo pensar em usar tal denominação. A história previsível… Bem. Sofreu reviravoltas absurdas. E as ideias que pareciam jogadas de forma explícita demais… Mostraram ser de um outra natureza.

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Na rotina frenética de Tokyo, um submarino percorre os subterrâneos da cidade em busca de imagens de um jovem executivo. Ele está ao lado de uma loira alta de olhos azuis, facilmente reconhecível por ser ocidental. O submarino filma, grava e envia imagens para a Sala do Periscópio, onde um velho poeta vê as relações de seu filho, acompanhado sempre de sua boneca de última geração nomeada Yoshiko. O jovem, chamado Shunsuke, dispensa novas mulheres e toda a sua vida para estar perto de Iulana Romiszowska, a polonesa-romena que trabalha como garçonete em um “inferninho” da capital japonesa.
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O Cão dos Baskervilles – Sir Arthur Conan Doyle

Publicado por Dindii em agosto - 18 - 2010COMENTE

Certamente, já aconteceu com você. E não só com você, mas com a maioria das pessoas. Uma pequena ação não pensada acaba desencadeando uma grande história cheia de gente envolvida e totalmente sem controle. De cara, “O Cão dos Baskerville”, de Sir Arthur Conan Doyle, lembra muitas outras narrativas em que a trama é movida exatamente dessa forma.

Na história, existe uma espécie de maldição, que nos é apresentada na forma de manuscrito pelo médico Dr. James Mortimer, quando este resolve procurar os serviços de Sherlock Holmes para desvendar as mortes que acontecem na família dos Baskerville, em especial a de Sir. Charles Baskerville.

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Liquidação (Imre Kertézs)

Publicado por Pips em agosto - 17 - 20101 COMENTÁRIO

Antes de começar a análise de Liquidação, novela de Imre Kertézs, aconselharia a todos os leitores a lerem a biografia que o Luciano postou aqui no blog. A história abre com o personagem Amargo, editor, que contempla as pessoas mais miseráveis da janela de seu apartamento, enquanto remói se deve ou não levar adiante o último manuscristo que conseguiu salvar de seu amigo B., um sobrevivente de Auschwitz e que cometeu suicídio nove anos antes do ponto de partida desse relato.

Através da leitura do manuscrito Amargo reconstrói os momentos que são descritos na peça de B., assim como sua vida e o momento em que conheceu o amigo. Ou seja, ele nos impõe que primeiro devemos conhecer nossa própria para contar de outras pessoas.

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10 Perguntas e Meia para Braulio Tavares

Publicado por Lucas Deschain em agosto - 16 - 20101 COMENTÁRIO

Braulio Tavares nasceu em Campina Grande (Paraíba), em 1950. Reside no Rio de Janeiro desde 1982. Cursos (incompletos) de cinema (Universidade Católica de Minas Gerais) e Ciências Sociais (Universidade Federal da Paraíba). Tem mais de vinte livros publicados, incluindo romance, conto, ensaio, poesia e literatura de cordel.  Os títulos mais recentes são: Freud e o Estranho: contos fantásticos do inconsciente (antologia, Casa da Palavra, Rio de Janeiro, 2007), ABC de Ariano Suassuna (perfil biográfico, José Olympio, Rio, 2007), A Pulp Fiction de Guimarães Rosa (ensaio, Marca de Fantasia, João Pessoa, 2008), Contos Obscuros de Edgar Allan Poe (antologia, Casa da palavra, 2010). Pesquisa a história da literatura fantástica do Brasil, tendo editado para a Fundação Biblioteca Nacional a compilação bibliográfica Fantasy, Fantastic and Science Fiction Literature Catalog (1992).  É membro desde 1990 da Science Fiction Research Association, sediada nos EUA.

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A Espécie Fabuladora (Nancy Huston)

Publicado por Lucas Deschain em agosto - 16 - 20104 COMENTÁRIOS

Sou fã de epígrafes, para mim elas funcionam como uma espécie de making of da obra literária, são indicações dos passos percorridos pelo autor na construção da trama que você está desfrutando naquele momento, serve inclusive como um guia de curiosos que porventura queiram palmilhar o tortuoso caminho do criador como quem se interessar um bocadinho sobre aquela citação a ponto de querer conferir de onde veio e quem a escreveu. Enfim, é um recurso que enriquece e de quebra é divertido.

Nancy Huston não só tem ótimas epígrafes como também escreveu frases que dão ótimas epígrafes. A pretensão de seu livro A Espécie Fabuladora é ambiciosa: ela procura relacionar a história humana, de modo panorâmico, às fábulas, histórias, ficções, tramas, enredos, romances etc. que esses mesmos homens criaram. Porém, essa pretensão não se restringe ao campo da Literatura, e sim da criação, escrita ou não, calcada na própria tradição e herança cultural que se acumula e é enriquecida desde que o homem é homem, ou seja, desde que se tornou consciente de sua existência e de sua finitude.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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