Para os amantes da fantasia, já tem algum tempo que notícias sobre a adaptação da saga A Guerra dos Tronos de George R.R. Martin estão causando alguma agitação. Não é por acaso: o canal de tv responsável por passar os livros para a telinha é a HBO, famosa pela altíssima qualidade do que faz. E o elenco tem um velho conhecido das adaptações de fantasia, Sean “Boromir” Bean como Eddard Stark.
Junto com o anúncio da adaptação, mais boas notícias ainda na metade desse ano, quando no começo do mês a editora Leya anunciou que publicaria a tradução do primeiro livro (chegando por aqui como As Crônicas de Gelo e Fogo) e divulgou uma capa belíssima, para fã nenhum botar defeito (é a que ilustra esse artigo, para vê-la em tamanho ampliado, basta clicar sobre ela).

Jeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.
Há alguns meses eu li o ‘Soldados de Salamina’, de Javier Cercas. Eu já havia lido um livro dele, ‘O Motivo’, e o ‘Soldados’ me pareceu imensamente superior. Não só mais bem construído e escrito, mas com uma história um tanto quanto mais interessante: ele contava sobre a história de Rafael Sanchas Maza, poeta e idéologo da falange (o partido fascista espanhol na época da Guerra Civil, que venceu a Guerra e colocou Franco no poder)- de como foi fuzilado e sobreviveu- e sobre suas pesquisas e angústias ao escrever o livro. Não se tratava de nada bonito ou tocante, mas de um livro inteligente e interessante.























