A polêmica sobre A Guerra dos Tronos no Brasil

Publicado por Anica em agosto - 27 - 2010

Para os amantes da fantasia, já tem algum tempo que notícias sobre a adaptação da saga A Guerra dos Tronos de George R.R. Martin estão causando alguma agitação. Não é por acaso: o canal de tv responsável por passar os livros para a telinha é a HBO, famosa pela altíssima qualidade do que faz. E o elenco tem um velho conhecido das adaptações de fantasia, Sean “Boromir” Bean como Eddard Stark.

Junto com o anúncio da adaptação, mais boas notícias ainda na metade desse ano, quando no começo do mês a editora Leya anunciou que publicaria a tradução do primeiro livro (chegando por aqui como As Crônicas de Gelo e Fogo) e divulgou uma capa belíssima, para fã nenhum botar defeito (é a que ilustra esse artigo, para vê-la em tamanho ampliado, basta clicar sobre ela).

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Comunicação a uma academia

Publicado por Luciano R. M. em junho - 3 - 2010

Um macaco é ferido por caçadores e levado prisioneiro: provavelmente acabaria em um zoológico. No caminho, porém, é submetido a tantos sofrimentos e a estranheza é tanta que Pedro Rubro- este é o nome do simiesco protagonista- toma uma decisão drástica, a de tornar-se um ser humano. Assim, então, Pedro aprende a beber, a fumar, a falar e a pegar em armas.

E é com o ex-macaco contando isso para os estudiosos de uma universidade que se constitui o conto de Kafka, um conto sobre a inadequação e sobre adaptação- que nunca é plena, que nunca deixa de ser mutilante. E é a partir desse conto do escritor Checo que a companhia Club Noir montou a peça homônima ao conto.

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O beijo no meio da noite

Publicado por Luciano R. M. em fevereiro - 7 - 2010

img_4566-filteredJeanne e Henri eram noivos. Ele porém decide deixá-la e ela, completamente transtornada, faz o impensável: derruba ácido sobre os olhos e a face de seu amado- para que ele nunca a abandone. Ele sobrevive terrivelmente deformado e angustiado, entregue à misantropia, enquanto espera que ela lhe faça uma visita para um último beijo.

Esse é o enredo do conto ‘O beijo no meio da noite’, de Maurice Level. Em 1903 o texto foi adaptado para o teatro e encenado no famigerado Grand Guignol- o teatro de horror de Paris, ativo de 1897 até 1963. Agora foi readaptado pela companhia teatral curitibana Vigor Mortis. Leia a continuao desse artigo »

Soldados de Salamina

Publicado por Luciano R. M. em agosto - 11 - 2009

Soldados de SalaminaHá alguns meses eu li o ‘Soldados de Salamina’, de Javier Cercas. Eu já havia lido um livro dele, ‘O Motivo’, e o ‘Soldados’ me pareceu imensamente superior. Não só mais bem construído e escrito, mas com uma história um tanto quanto mais interessante: ele contava sobre a história de Rafael Sanchas Maza, poeta e idéologo da falange (o partido fascista espanhol na época da Guerra Civil, que venceu a Guerra e colocou Franco no poder)- de como foi fuzilado e sobreviveu- e sobre suas pesquisas e angústias ao escrever o livro. Não se tratava de nada bonito ou tocante, mas de um livro inteligente e interessante.

Na própria edição que eu li havia uma nota de Cercas falando sobre uma adaptação cinematográfica. Apesar de saber que ‘adaptação’ costuma ser sinônimo de ‘decepção’, eu resolvi conferir. E me arrependi. Leia a continuao desse artigo »

Orgulho e Preconceito – ou nem tudo é o que parece.

Publicado por Liv em junho - 27 - 2009

orgulho-e-preconceito-poster01Adaptado da obra de Jane Austen, autora favorita de sete entre dez garotas que gostam de um bom romance e estrelado pela linda Keira Knightley, Orgulho e Preconceito nos mostra que os sentimentos são mais complicados de se controlar do que gostaríamos.

Ela dá vida a Elizabeth, a heroína austeniana. Sensata e sempre na medida certa em relação aos seus sentimentos. Porém, com boas doses de orgulho e  preconceito nas veias. Vive com quatro irmãs fúteis, a mãe que só pensa em casar as filhas com um bom marido rico, e o pai, o típico “quem cala consente”. Leia a continuao desse artigo »

O Pagador de Promessas (HQ)

Publicado por Anica em maio - 22 - 2009

o-pagador-de-promessas-graphic_215Um fato em qualquer discussão sobre literatura é que aquele “empurrãozinho” inicial que deveria servir para estimular o hábito pela leitura normalmente transforma-se em uma pancada, que acaba afastando os jovens de qualquer livro. São provas mal formuladas sobre obras consagradas, aulas “decorebas” para que o aluno tenha em mente um dado ou outro para o vestibular… Falta (e muito!) mostrar que leitura pode ser um prazer, e não só obrigação.

Levando isso em consideração, chegam propostas como as da editora Agir, que passa para os quadrinhos obras importantes da literatura. O novo lançamento é O Pagador de Promessas, peça de Dias Gomes adaptada para o formato por Eloar Guazzelli. Definitivamente não é a mesma coisa que ler a obra, isso é certo. Mas serve como um aperitivo, e daqueles aperitivos bons que deixam gosto de quero mais na boca. E consequentemente, influencia o jovem a buscar o texto original.

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Sem ideia para roteiros? Que tal ler algo desse cara aqui?

Publicado por Anica em março - 7 - 2009

stephen_kingPense rápido: o que Um Sonho de LiberdadeÀ Espera de um Milagre e Conta Comigo têm em comum fora o fato de estarem no top250 do IMDb? Quem respondeu “São todos filmes baseados em obras de Stephen King” acertou em cheio. Muito embora o autor seja constantemente associado a filmes de terror como Carrie, a Estranha e Cemitério Maldito, o fato é que ele também já rendeu algumas adaptações excelentes fora do estilo que domina tão bem. Na realidade, a sensação que se tem é que o que ele sabe fazer bem mesmo não é nem contar histórias assustadoras, mas escrever obras perfeitas para adaptações cinematrográficas.

Para se ter idéia do que estou falando, ao fazer uma consulta pelo nome do escritor no IMDb, são listados nada mais, nada menos do que 108 filmes e séries de tvs baseados em suas obras.Ok, ok. Ainda não chegou às 724 adaptações de William Shakespeare, mas não dá para negar que para um escritor que publicou livros que passam longe de qualquer cânone literário, é interessante observar como Hollywood gosta utilizá-lo como fonte para roteiros. E é como uma forma de homenagem que comentarei aqui sobre cinco das minhas adaptações favoritas de livros de Stephen King, não levando em consideração necessariamente a qualidade da película senão a lista ficariam nos títulos já citados na pergunta inicial, não é mesmo?

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Ensaio sobre a Cegueira

Publicado por Pips em outubro - 6 - 2008

“Ensaio sobre a Cegueira” , o filme, está causando bastante ‘polêmica’ ao redor do mundo. A última ocorreu essa semana quando a Federação Nacional dos Cegos dos EUA pedem boicote ao livro, alegando que o filme deturpava os cegos, ajudando na exclusão deles da sociedade. Claro que isso é uma tremendo engano, pois a película de Meirelles fala sobre a observação e, não apenas o dom de ver, sobre o homem voltando a hábitos primitivos. Expondo o apodrecimento moral no colapso social.

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Montecchios e Capuletos na Telinha

Publicado por Colaborador Meia Palavra em maio - 5 - 2008

“Meu único amor nascido de meu único ódio! Cedo demais o vi sem saber quem era, tarde demais o conheci para saber que não posso mais vê-lo.” Julieta, em Romeu e Julieta de William Shakespeare

De todas as obras literárias adaptadas para os mais diversos meios, nenhuma se compara ao drama Shakespeariano, Romeu e Julieta. Seja nos teatros, nas danças, na tela, (sim, mil vezes na tela), ver o amor nascido do ódio de Montecchios e Capulettos é sempre uma nova experiência ou um novo olhar. Escrita pelo inglês William Shakespeare no século XVI, The Most Excellent and Lamentable Tragedy of Romeo and Juliet – no título original – é seguramente uma das maiores obras da literatura mundial.

Com tantas adaptações para recontar a história dos jovens apaixonados de Verona, destacar-se significa abusar da criatividade. Figurinos, cenários, ambientações, críticas, são todos elementos que, renovados, compõem as versões modernas e inesquecíveis do clássico. No cinema isso virou mais que uma regra, quase uma necessidade. Trilhas sonoras elaboradas, efeitos especiais, mudanças inclusive no enredo estão entre os recursos que nem Shakespeare imaginaria.

Então vamos falar de cinema. Caro leitor, para que você não se canse (afinal, são dezenas, centenas de versões, alusões e inspirações cinematográficas para Romeu e Julieta), destacarei apenas três. Mas saiba: Elas são imperdíveis! Leia a continuao desse artigo »

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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