Segundo Fábio Lucas, na introdução do livro Dom Casmurro lançado pela Editora Ática1, “sob a forma de um memorial de acusação, temos que considerar o relatório como força re-construtiva do protagonista e fixadora da imagem dos demais figurantes”.
É ao narrar sua história que Bentinho, ao invés de justificar sua vida através de acusações contra Capitu, acaba por gerar a dúvida sobre se ela seria de fato culpada. Mais do que isso, ao evidenciar a tendência que Capitu tinha de dissimular, acaba criando em torno dela uma aura mística, um mistério que só é menor ao da sua traição. Leia a continuao desse artigo »
- ASSIS, Machado de. Dom Casmurro São Paulo: Editora Ática, 2000. [↩]




















