Embora tenha se formado em administração de empresas, Wagner Homem atua na área de tecnologia da informação. Em 1998 propôs a Chico Buarque a criação de seu website. Com a aprovação do compositor, Wagner tocou o projeto e o site já foi três vezes premiado pelo iBest. Ao longo desses anos todos como curador, Wagner recebeu com freqüência inúmeros e-mails perguntando sobre bastidores e curiosidades sobre as músicas de Chico. Esses fãs, mesmo sem saber, fizeram o livro “Chico Buarque – Histórias de Canções” nascer. A obra, como o título sugere, é um apanhado de fatos por trás de várias canções de Chico. Com presença marcada na lista dos mais vendidos e já com lançamento previsto para Portugal, Wagner Homem cedeu a entrevista por e-mail. Para mais informações, visite o hotsite: www.historiasdecancoes.com.br
Ele concedeu a seguinte entrevista para Tauil, membro do Fórum Meia Palavra.

Há algum tempo que tenho experimentado a Arte do Brasil. Digo, compulsivamente. Por um longo tempo fechei-me para o estrangeiro e abracei nossa literatura, nossa música, nosso teatro, etc. Acho que para o sujeito pensar pra onde vai, ele precisa antes conhecer da onde veio, e por achar que nossas obras não são devidamente valorizadas em nosso próprio país, adotei por alguns anos essa espécie de nacionalismo. Percebi muito claramente que nossas artes mantém um diálogo, bebem da mesma fonte, e por isso resolvi juntar nesse texto um punhado de intertextualidades da Literatura com a música de Chico Buarque, que para mim é o maior expoente vivo de nossa música. Chico, que também é metido na literatura, tem em sua obra muitas citações literárias. Veja só:




















