Arte do Glasnost- Parte 1

Publicado por Luciano R. M. em agosto - 10 - 2010

Conversando com a Kika algum tempo atrás, falávamos sobre nossas respectivas ‘obsessões históricas’: ela com sua paixão pela Revolução Francesa, eu com minha fixação pela URSS e- especialmente- seu fim. Foi então que tive a idéia para este post- ou melhor, essa série de posts- sobre o que se produziu, não apenas literária, mas artísticamente, na Rússia e nos antigos países que estavam por trás da ‘Cortina de Ferro’ desde que ela começou a se abrir.

Na década de 80 a antiga União Soviética começou a passar por um processo de abertura da economia e de democratização. Isso obviamente teve um impacto enorme sobre todo o modo de vida do povo soviético: os valores se alteraram, muito cultura- de qualidade variável- da Europa e dos EUA passou a entrar no gigante do leste, e todos tiveram de se adaptar a um novo modus vivendi.

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Entre o filme e a filosofia: Dogville e Nietzche

Publicado por Dindii em julho - 25 - 2010

“Há homens que já nascem póstumos”. Nietzsche tinha plena consciência de que suas idéias somente influenciariam gerações posteriores àquela que pertenceu. Se durante a sua época o filosofo não foi valorizado, no século seguinte ocorreu exatamente o oposto: Ele se tornou um dos mais célebres pensadores a serem discutidos e assim segue até hoje.

Li sua crítica ardente à sociedade e o ser humano nos livros “Alem do Bem e do Mal”, que mostra as diferentes facetas que uma pessoa pode assumir, e, sobretudo, “O Anticristo”, onde ele mostra que o mal da sociedade está na fé cega. Eles ficaram por um bom tempo na minha cabeça. (e é comum isso acontecer com leitores de Nietzsche). A ideia agora é mostrar como o pensamento desse filósofo pode ser visto em um filme. Escolhi falar hoje sobre Dogville, porque não vejo melhor exemplo de narrativa que se foca tão somente nos personagens do que essa.

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Tarantino e os casais de seus filmes

Publicado por Lucas Deschain em maio - 30 - 2010

Não sou um grande conhecedor de Tarantino, mas recentemente assistindo a Amor à Queima Roupa (True Romance, 1993) e Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994), dois filmes em que ele não é diretor, mas roteirista; passei de admirador a fã.

Já vi uma porção de filmes dele e reconheci de cara algumas das tão conhecidas marcas dele: diálogos non sense excelentes e extremamente divertidos; referências constantes a cultura pop, passando por músicas, filmes, quadrinhos, programas de TV entre outros; evidências de um conhecimento enciclopédico (e invejável!) sobre cinema, desde clássicos até filmes trash, grindhouse e obscuros filmes de Kung Fu; e, logicamente, uma trama cheia de tiroteios, balas e personagens carismáticos. Leia a continuao desse artigo »

Livros do Oscar 2010

Publicado por Anica em janeiro - 9 - 2010

OscarComo acontece todo ano, alguns filmes começaram a aparecer como favoritos para o Oscar e as editoras brasileiras  já aproveitaram para lançar traduções das obras nas quais esses filmes foram adaptados. Quem sai ganhando é o leitor, que algumas vezes nem sabe que o que acabou de ver no cinema na verdade é uma história que já foi contada nos livros.

Assim, nos adiantamos um pouco e trazemos para você uma lista com títulos que inspiraram filmes bem cotados para aparecerem entre os indicados ao Oscar. Como no ano passado, esse artigo se dividirá em três categorias: já traduzidos, (ainda) não traduzidos e livros infantis (tomando o espaço das HQs, que aparentemente não estão muito bem cotadas para o Oscar 2010).

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Rotoscopia

Publicado por Colaborador Meia Palavra em agosto - 20 - 2009

wakinglifeEm uma das cenas de Waking Life, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, um homem sendo entrevistado por outro diz que a diferença entre o cinema e a literatura é que esta serve para contar histórias, e a função do cinema é capturar momentos, “momentos sagrados” como ele os chama. Waking Life é justamente isso. Não há uma história, um enredo, assim por se dizer, o que se desenrola na tela são momentos.

O filme é na verdade o sonho do personagem principal. Um sonho lúcido, no qual ele tem noção de que está sonhando mas não consegue acordar. No seu sonho ele conversa com as mais diversas personagens, ou assiste à conversa de outros. O filme são 90 minutos de sequências (aparentemente) desconexas de diálogos, nenhum deles trivial. É um verdadeiro desfile de idéias, sobre política, filosofia, reencarnação, a evolução das espécies, o tempo e o espaço e a natureza dos sonhos.

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Soldados de Salamina

Publicado por Luciano R. M. em agosto - 11 - 2009

Soldados de SalaminaHá alguns meses eu li o ‘Soldados de Salamina’, de Javier Cercas. Eu já havia lido um livro dele, ‘O Motivo’, e o ‘Soldados’ me pareceu imensamente superior. Não só mais bem construído e escrito, mas com uma história um tanto quanto mais interessante: ele contava sobre a história de Rafael Sanchas Maza, poeta e idéologo da falange (o partido fascista espanhol na época da Guerra Civil, que venceu a Guerra e colocou Franco no poder)- de como foi fuzilado e sobreviveu- e sobre suas pesquisas e angústias ao escrever o livro. Não se tratava de nada bonito ou tocante, mas de um livro inteligente e interessante.

Na própria edição que eu li havia uma nota de Cercas falando sobre uma adaptação cinematográfica. Apesar de saber que ‘adaptação’ costuma ser sinônimo de ‘decepção’, eu resolvi conferir. E me arrependi. Leia a continuao desse artigo »

O Clube do Filme (David Gilmour)

Publicado por Anica em agosto - 2 - 2009

O Clube do Filme é uma história sobre um pai que ao ver o filho odiando a escola resolve oferecer para o garoto a opção de largar os estudos, e não precisar trabalhar nem pagar aluguel, desde que assistissem juntos pelo menos três filmes por semana. Então que eu achava que David Gilmour era o cara do Pink Floyd (e é), mas o autor do livro é um outro David Gilmour, jornalista canadense.

Enfim, a verdade é que eu acho que o charme do livro não é a relação dele com o menino Jess (embora tenha lá alguns bons momentos, especialmente quando estão falando de mulheres), mas as impressões/apresentações de Gilmour sobre os filmes que passará para o filho. Alguns dos filmes dos quais ele fala eu nunca vi, e com um parágrafo só ele fez com que eu ficasse morrendo de vontade de assistir, só para ter uma ideia.

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Personagens franceses no imaginário brasileiro

Publicado por Colaborador Meia Palavra em julho - 9 - 2009

contatos3No cinema, Jacques Vallée, autor de Dimensions: A Casebook of Alien Contact, foi o escolhido por Steven Spielberg como modelo para o personagem Lacombe, o cientista francês interpretado por François Truffaut no seu famoso filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”. Costumo dizer, que esse personagem povoa nossa imaginação como um exemplo de comportamento humanista. Foi em 1961 que a sua primeira obra de ficção científica, “O Sub Espaço”, foi publicada por Georges H. Gallet, diretor do “raio fantástico”. Com esta obra, Vallée ganha o prêmio Jules Verne sob o pseudônimo de Jérome Série. Depois Vallée é convidado para integrar a inteligência artificial e se junta ao projeto Blue Book.

Na área de documentários, a beleza da natureza e sua defesa, conhecimentos que se tornaram populares no Brasil, um nome salta de imediato, Jacques Couteaux. Leia a continuao desse artigo »

Zumbis na Literatura

Publicado por Anica em junho - 28 - 2009

night-of-the-living-dead-zombiesO maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (undead), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão do imaginário de grande parte dos leitores estar relacionado com os zumbis de filmes como o de George A. Romero, seres violentos e primitivos com corpos já em evidente estado de decomposição.

Um dos autores que melhor se aproximou dessa imagem antes mesmo dos filmes de Romero chegarem ao cinema foi H.P. Lovecraft, que em 1922 publicou Herbert West: Reanimator (sim, aquele filme foi adaptado dessa história). Na história de Lovecraft temos um elemento comum em muitas das tantas outras que viriam depois, a da ciência envolvida com o horror: os cadáveres sendo reanimados por conta de algum reagente misterioso (lembram do gás de A volta dos mortos-vivos e de Planet Terror?).

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Sem ideia para roteiros? Que tal ler algo desse cara aqui?

Publicado por Anica em março - 7 - 2009

stephen_kingPense rápido: o que Um Sonho de LiberdadeÀ Espera de um Milagre e Conta Comigo têm em comum fora o fato de estarem no top250 do IMDb? Quem respondeu “São todos filmes baseados em obras de Stephen King” acertou em cheio. Muito embora o autor seja constantemente associado a filmes de terror como Carrie, a Estranha e Cemitério Maldito, o fato é que ele também já rendeu algumas adaptações excelentes fora do estilo que domina tão bem. Na realidade, a sensação que se tem é que o que ele sabe fazer bem mesmo não é nem contar histórias assustadoras, mas escrever obras perfeitas para adaptações cinematrográficas.

Para se ter idéia do que estou falando, ao fazer uma consulta pelo nome do escritor no IMDb, são listados nada mais, nada menos do que 108 filmes e séries de tvs baseados em suas obras.Ok, ok. Ainda não chegou às 724 adaptações de William Shakespeare, mas não dá para negar que para um escritor que publicou livros que passam longe de qualquer cânone literário, é interessante observar como Hollywood gosta utilizá-lo como fonte para roteiros. E é como uma forma de homenagem que comentarei aqui sobre cinco das minhas adaptações favoritas de livros de Stephen King, não levando em consideração necessariamente a qualidade da película senão a lista ficariam nos títulos já citados na pergunta inicial, não é mesmo?

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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