Entre o filme e a filosofia: Dogville e Nietzche

Publicado por Dindii em julho - 25 - 2010

“Há homens que já nascem póstumos”. Nietzsche tinha plena consciência de que suas idéias somente influenciariam gerações posteriores àquela que pertenceu. Se durante a sua época o filosofo não foi valorizado, no século seguinte ocorreu exatamente o oposto: Ele se tornou um dos mais célebres pensadores a serem discutidos e assim segue até hoje.

Li sua crítica ardente à sociedade e o ser humano nos livros “Alem do Bem e do Mal”, que mostra as diferentes facetas que uma pessoa pode assumir, e, sobretudo, “O Anticristo”, onde ele mostra que o mal da sociedade está na fé cega. Eles ficaram por um bom tempo na minha cabeça. (e é comum isso acontecer com leitores de Nietzsche). A ideia agora é mostrar como o pensamento desse filósofo pode ser visto em um filme. Escolhi falar hoje sobre Dogville, porque não vejo melhor exemplo de narrativa que se foca tão somente nos personagens do que essa.

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Como tudo poderia ser dito

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 21 - 2009

kafkaTombou-me ao colo, sem mais nem menos, por pura sorte, puro destino inegável, um conto que nem conhecia. Veio-me de brinde, de coisa extra, meras páginas a mais. Comprei a novela de um homem que se torna inseto, mas, distraído, só depois vi que uma cena entre pai e filho conversando num quarto, estava ali, me esperando. Quis um, e esse um me veio companhado de dois. Ganhei três: A Metamorfose, O Veredicto e Franz Kafka. Só três? Vou ganhar mais. Opa, se vou!

Veja: Otto Maria Carpeaux escreveu o Literatura Alemã: ainda não é meu… mas livraria e cartão de crédito servem para quê mesmo? Vou ganhar mais, certeza: vou me meter na gelada Alemanha.

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A Leste do Éden (John Steinbeck)

Publicado por Colaborador Meia Palavra em abril - 23 - 2009

lestedoedenEnquanto eu lia A Leste do Éden, de John Steinbeck, várias pessoas me perguntaram do que se tratava o livro. Eu não sabia o que responder. Isso porque é uma obra cheia de personagens, com muitas histórias que se cruzam. Eu não conseguia, na primeira parte do livro, descobrir qual era o enredo dele. Mas o adorava mesmo assim.

Adam Trask era um bom homem. Quando adolescente foi enviado ao exército pelo seu pai, contra a sua vontade. Depois de sair do quartel e ficar anos perambulando por aí, ele decide voltar para a casa do pai e morar junto com seu meio-irmão, Charlie. A personalidade dos dois era totalmente diferente. Enquanto Adam era meigo e bondoso, Charlie era, em alguns momentos, totalmente o contrário. Um dia surge na porta da casa dos dois uma moça desconhecida, toda machucada, pela qual Adam se apaixona. O nome dela era Cathy, uma mulher com uma mente, no mínimo, diabólica. Não gostava de ninguém, só via o lado ruim das pessoas e usava esse lado para o seu benefício. Aos olhos de Adam, ela era um anjo, mas seu irmão via que ela não prestava.

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O que as mulheres querem?

Publicado por Colaborador Meia Palavra em março - 17 - 2009

umasououtrasO que as mulheres querem?

Dedico este texto a todos os meus compatriotas e não compatriotas sofredores portadores dos cromossomos xy e que passam sua triste existência tentando descobrir a resposta a uma simples, porém complexa pergunta. O que venho fazer aqui hoje é responder a um dos grandes mistérios da humanidade.

Qualquer ser humano do sexo masculino maior de quatorze anos heterossexual se pergunta:

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About Me

O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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