Zumbis na Literatura

Publicado por Anica em junho - 28 - 2009

night-of-the-living-dead-zombiesO maior problema para situar historicamente as primeiras aparições de zumbis na Literatura está na delimitação da representação apropriada da figura. Enquanto para alguns leitores para ser zumbi basta ser um morto-vivo (undead), outros acreditam que essa definição é problemática se considerarmos outras personagens da literatura de horror, como os vampiros. Há ainda a questão do imaginário de grande parte dos leitores estar relacionado com os zumbis de filmes como o de George A. Romero, seres violentos e primitivos com corpos já em evidente estado de decomposição.

Um dos autores que melhor se aproximou dessa imagem antes mesmo dos filmes de Romero chegarem ao cinema foi H.P. Lovecraft, que em 1922 publicou Herbert West: Reanimator (sim, aquele filme foi adaptado dessa história). Na história de Lovecraft temos um elemento comum em muitas das tantas outras que viriam depois, a da ciência envolvida com o horror: os cadáveres sendo reanimados por conta de algum reagente misterioso (lembram do gás de A volta dos mortos-vivos e de Planet Terror?).

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A crítica social de George Romero

Publicado por Colaborador Meia Palavra em maio - 8 - 2008

Talvez a principal contribuição do velho Romero à cultura pop sejam os adoráveis mortos que um dia resolvem levantar e sair atrás da gente. Na concepção de Romero, os zumbis são um reflexo da humanidade. O zumbi é o ser humano em estado puro, sem as amarras e limitações impostas pela vida em sociedade. Com essa definição, Romero imbuiu em seus filmes uma pesada crítica social contemporânea, não só em relação ao comportamento dos zumbis (como em Zumbi: O Despertar dos Mortos e em Terra dos Mortos), mas também em relação à situação e ao comportamento de todos os envolvidos no holocausto zumbi.

A Noite dos Mortos-vivos, produção de 1968, tem por base a luta pela sobrevivência. Trata-se de um grupo de pessoas tentando sobreviver a uma situação extrema com os parcos recursos disponíveis. Armas com pouca munição, carros sem combustível, janelas sem grades. Paralelamente a isso, Romero buscou retratar a situação social americana daquele ano. Isso se percebe em diversos aspectos do filme, como no polêmico personagem Duane Jones (que, reza a lenda, foi contratado pelo simples fato de ser negro), que, além de ser a pessoa mais lúcida na casa-refúgio, ainda consegue impor a sua liderança de forma positiva, além de ser o único sobrevivente do cerco dos mortos à casa-refúgio, para, no final do filme, ser morto por um caipira de forma absolutamente estúpida e desnecessária. Com Duane Jones, Romero buscou retratar Martin Luther King Jr. e Malcolm X, líderes negros de destaque nos EUA e que foram assassinados, respectivamente, em 1968 e 1965.

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