Sob o Céu de Agosto (Gustavo Machado)

Publicado por Izze em agosto - 30 - 2010

Juremir Machado da Silva diz que Gustavo Machado pode entrar na lista dos grandes jovens escritores gaúchos. O que, segundo ele, talvez possa não acontecer, por conta da sorte similar a de Mick Jagger que o jornalista possui. Mas eu digo que sim, Machado pode estar nessa lista. Não que eu tenha alguma autoridade para afirmar isso, mas seu primeiro livro foi um belo começo. Sob o Céu de Agosto, lançado semana passada pela editora Dublinense, é uma daquelas histórias raras capazes de prender o leitor por um dia inteiro, e que o simpatiza com uma personagem que tem mais defeitos do que virtudes.

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Os Aparados – Letícia Wierzchowski

Publicado por Liv em agosto - 30 - 2010

Em um mundo pré-apocalíptico, um avô e uma neta tentam sobreviver. Aos temporais, ao caos e acima de tudo a si próprios. Marcus tem 63 anos e Débora, 17. Ela está grávida de sete meses, ele enxerga naquela barriga uma esperança para a sua vida.

Com a ajuda dos conhecimentos adquiridos na época de professor na faculdade, Marcus constrói uma casa nos Aparados da Serra Gaúcha, um refúgio que seria o seu mundo particular, onde poderia se abrigar com a neta de todo o caos e quem sabe, voltar a ser feliz. Leia a continuao desse artigo »

Fetiche (Carina Luft)

Publicado por Izze em agosto - 23 - 2010

Podolatria. Dentre tantas as taras que o homem tem, foi essa a escolhida por Carina Luft para compor seu romance policial, Fetiche. Assim como Ana Cristina Klein, Carina integra a oficina literária de Charles Kiefer, em Porto Alegre, e isso já é um ponto que causa certa curiosidade quanto a seu livro. Mas o enredo também chama a atenção: uma série de assassinatos em uma pequena cidade gaúcha onde as vítimas tem seus pés cortados. Um thriller, aquela velha caçada ao assassino, onde uma dupla de investigadores trabalha contra o tempo para solucionar o caso. São várias as expectativas quanto ao primeiro livro de Carina, mas nenhuma delas foi superada.

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Na rotina frenética de Tokyo, um submarino percorre os subterrâneos da cidade em busca de imagens de um jovem executivo. Ele está ao lado de uma loira alta de olhos azuis, facilmente reconhecível por ser ocidental. O submarino filma, grava e envia imagens para a Sala do Periscópio, onde um velho poeta vê as relações de seu filho, acompanhado sempre de sua boneca de última geração nomeada Yoshiko. O jovem, chamado Shunsuke, dispensa novas mulheres e toda a sua vida para estar perto de Iulana Romiszowska, a polonesa-romena que trabalha como garçonete em um “inferninho” da capital japonesa.
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Eu nutro enorme respeito pelos clássicos, mas é só quando a coisa chega na contemporaneidade que eu consigo me encontrar literariamente. O que faz com que a literatura brasileira se torne um pouco limitada para mim: o Brasil, hoje, está atolado em um mar de auto-ajuda e entretenimento- duas facetas da literatura que me causam desgosto.

Então foi com um pouco de reticência que eu li J. P. Cuenca pela primeira vez. Mas fazia tempo que eu procurava um autor nacional que pudesse ser considerado relevante- que escapasse do nível da ‘cultura’ e entrasse no nível da ‘arte’; e como as pessoas que me recomendaram eram pessoas cujo gosto eu confio… Eis que li ‘Corpo presente’, e me surpreendi: Cuenca estava à altura das minhas expectativas!

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Poesia Matemática – Millôr Fernandes

Publicado por Liv em julho - 24 - 2010

Desde muito criança, tinha uma coisa que eu achava engraçadíssimo nas aulas de matemática. Os nomes das grandezas matemáticas. Tinha até uma brincadeira com as minhas amiguinhas de colégio, escolher qual o nome de batismo dos nossos futuros filhos. Eu teria dois: Um menino que seria “o” Subtração e uma menina com “nome duplo” como a mãe: Expressão Numérica. E eles seriam amiguinhos de: Adição, Colchetes e Parênteses.
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10 Perguntas e Meia para Tony Bellotto

Publicado por Pips em julho - 21 - 2010

Tony Bellotto é músico e compositor da banda Titãs, em 1995 lançou seu primeiro romance policial Bellini e a Esfinge, adaptado para o cinema em 2001 com Fábio Assunção e Mallu Mader. O segundo livro Bellini e o Demônio entrará em cartaz esse ano com Fábio Assunção repetindo o papel do detetive. No seu currículo constam ainda: BR163: Duas histórias na estrada (2001), O livro do guitarrista (2001), Os insones (2007) e o ainda inédito No Buraco (2010) que será lançado pela Cia. das Letras. Tony colabora como colunista do Blog da Cia. das Letras.

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Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva

Publicado por Liv em julho - 4 - 2010

Jovem, bonitão e cheio de vida. Algumas características do jovem Marcelo Rubens Paiva.  Em uma farra com os amigos, decide dar um mergulho à moda “Tio Patinhas”, para mais uma vez ser “a alegria da galera”.

Como ele poderia saber que naquele pequeno lago com meio metro de profundidade no dia 14 de dezembro de 1979 a sua vida ia se transformar para sempre?

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O ciclista da madrugada e outras crônicas (Arnaldo Bloch)

Publicado por Liv em junho - 24 - 2010

É sempre assim. Quem pouco conhece de literatura (seja ela brasileira, inglesa ou japonesa) sempre se surpreende com um bom livro. Não fujo dessa regra. Confesso que esse livro me chamou a atenção pelo título – eu esperava uma história de suspense, meio “Sherlock Holmes” – E não é que o título confirmou as minas expectativas?

Repleto de suspense, comédia, amizade e alegrias, as histórias de Arnaldo Bloch mostram o Rio de Janeiro para os não cariocas, a Alemanha para os não alemães, o Judaísmo para os não judaicos e (por que não?) as crônicas para aqueles que assim como eu não as conhecem tão bem. Misturando o cotidiano com suas memórias, o autor te prende a cada linha e no final de cada página você pensa: “Pô, gente boa esse Arnaldão!”.

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Primos- Histórias da Herança Árabe e Judaica

Publicado por Luciano R. M. em junho - 6 - 2010

A Hamsa é um símbolo comum no Oriente Médio e no norte da África. Uma mão com dois polegares e um olho no centro de sua palma. É conhecida também como ‘mão de Fátima’- uma referência à filha do profeta Maomé. Os judeus a conhecem como ‘mão de Miriam’- irmã de Moisés e Aarão. Por ser um símbolo comum às culturas árabe e judaica, é frequentemente utilizado por organizações que lutam pela paz entre os dois povos.

E é mais ou menos como uma Hamsa o livro lançado recentemente pela Editora Record, organizado pelas escritoras Adriana Armony e Tatiana Salem Levy. Primos- histórias da herança árabe e judaica é uma coletânea de contos de 20 escritores dessas duas origens- nem todos nascidos no Brasil, mas todos adotados pelo Brasil. Leia a continuao desse artigo »

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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