Quando fui saber quem era John Boyne vi seu nome ligado ao best-seller O Menino do Pijama Listrado. A obra é bastante recomendada, mas dela vi somente uma imagem de sua adaptação cinematográfica. Imagem essa que dizia ser uma história triste, que pega pela emoção. Quando peguei O Palácio de Inverno, terceiro livro do autor publicado no Brasil pela Companhia das Letras, esperava apenas mais uma boa história que mistura a ficção à realidade, e não algo tão emocionante. E levar o leitor a pensar isso, inicialmente, é o objetivo do livro.
O Palácio de Inverno (John Boyne)
Paraíso Perdido (Cees Nooteboom)
Muitas pessoas não precisam ser católicas para admirarem anjos – as figuras assexuadas e com um par de asas que povoam as páginas do Antigo Testamento. Alma é uma estudante paulistana de história da arte fascinada por esses seres fantásticos desde sua infância. Durante um momento de puro devaneio (ou por intervenção do destino?) Alma dirige até o bairro de Paraísopolis (descrito como o inferno na terra, ironicamente) e seu carro enguiça para logo em seguida ela ser estuprada por diversos sujeitos (não descritos). Assim ela perde sua alma de anjo e seu espaço no paraíso. Alma se junta a Almut, sua amiga de infância, numa viagem até a Austrália (um sonho idealizado pelas duas desde jovens), onde, talvez, ela possa encontrar o paraíso que perdeu.
O Bobo da Rainha (Philippa Gregory)
Que a Inglaterra virou de ponta cabeça durante o reinado de Henrique VIII, todos sabemos, mas a história do que aconteceu depois do falecimento do monarca é pouco conhecida. Sabe-se apenas que Elizabeth foi rainha e fez o país prosperar sob seu governo.
Entre Henrique VIII e Elizabeth, nada mais nada menos do que três monarcas reinaram a Inglaterra: Eduardo VI, Jane e Mary. Eduardo é o filho de Henrique com sua terceira esposa: Jane Seymour ; Jane é colocada no poder através de artimanhas políticas e Mary, filha de Henrique com sua primeira esposa, Catarina de Aragão, é coroada rainha pelo povo que a admira.
A Morte de Bunny Munro, de Nick Cave
Bunny Munro é um vendedor de produtos de beleza. Não qualquer um, mas ‘O’ vendedor de produtos de beleza. Com um magnetismo sexual superado somente por sua líbido impossível de ser saciada suas vendas de porta em porta mais se parecem com cruzadas em que conquista os bolsos e corpos de suas clientes.
Bunny, porém, é um pai de família. Tem um filho de 9 anos, Bunny Júnior, e uma esposa, Libby. E ele os ama. Sua falta de controle e seu desprezo por tudo e todos, no entanto, destroem sua família. Com o suicídio da esposa, um filho esquisito para cuidar ao mesmo tempo em que descobre que o próprio pai está morrendo de câncer, Bunny não sabe aonde ir. E assim começa sua jornada- recheada de drogas, tristeza e vaginas- em direção à morte, que ele pressente estar próxima.
Luka e o Fogo da Vida, de Salman Rushdie
Dezoito anos depois de Haroun viajar até a segunda lua (invisível) da Terra, onde havia um Mar de Histórias que terminava no Lago da Sabedoria, de onde canos (também invisíveis) levavam a água mágica para os contadores de histórias, surge uma nova aventura. Mas dessa vez não é Haroun quem protagoniza a nova viagem. Nessa história, ele já é grande demais para isso, e o heroi da vez é seu irmão mais novo, Luka. Vemos o já então conhecido Xá do Blá-Blá-Blá, o contador de histórias Rashid Kahlifa, pai dos garotos, mais uma vez em risco.
Luka e o Fogo da Vida é a continuação de Haroun e o Mar de Histórias, de Salman Rushdie, dedicado ao seu filho caçula – assim como o primeiro era ao mais velho. Lançado mundialmente no Brasil pela Companhia das Letras, a fantasia que nos é apresentada agora difere da que vimos no primeiro livro infantojuvenil do autor, embora a premissa seja a mesma. Não há um retorno ao Mar de Histórias, mas sim uma viagem fantástica ao Mundo Mágico criado por Rashid, que está mais ameaçado do que se imagina. Leia a continuao desse artigo »
O Guia do Mochileiro das Galáxias – Douglas Adams
Hoje começo a postar uma sequência de resenhas sobre uma das séries mais divertidas e originais que eu já li. Estou falando do Guia do Mochileiro das Galáxias, do autor Douglas Adams. A obra completa é definida como uma “trilogia de quatro livros mais um”, isso porque o último livro pode ser lido como uma história independente dos outros quatro e foi escrito anos depois.
A narrativa apresenta como característica básica a sátira e o bom humor. Douglas Adams descreve o comportamento humano de forma irônica e engraçada, que muitas vezes pode ser comparada a realidades do nosso cotidiano. Dessa maneira, o leitor consegue se identificar com as situações propostas no livro, mesmo que a obra seja ficção científica pura e inclua casos extremamente diferentes e irreais, sem falar em diversas criaturas extraterrestres.
A Pérola (John Steinbeck)
Quando foi laureado com o Nobel de Literatura, as obras de Steinbeck foram lembradas pela solidariedade para com os necessitados, a simpatia que ele e sua obra manifestavam com as pessoas com menores condições sociais, e que, muitas vezes eram marginalizadas por conta disso.
Essa preocupação, que varia entre a denúncia do descaso e a busca por melhorias, encontrou ao longo da carreira de Steinbeck, as mais diversas manifestações, que perscrutavam não somente a condição humana de modo geral, mas também a própria questão social, mostrando nesse sentido, as contradições da convivência humana em sociedade e toda a tensão que ronda essas relações sociais.
Monstros Invisíveis (Chuck Palahniuk)
Uma decepção. Depois de ver excelentes adaptações cinematográficas de seus livros e de ouvir falar muito bem de Chuck Palahniuk, quando comecei a ler Monstros Invisíveis, era assim que ele me soava. Não me parecia o autor cativante e inteligente que eu esperava. Ao contrário, pareceu jogar fora ótimas ideias com clichês ridículos e e uma história totalmente previsível.
Mas eu me enganei. Em Monstros Invisíveis nada é o que parece. Nada mesmo. Por isso os clichês… Não eram clichês. Pareciam, mas depois mudaram de tal forma que era ridículo pensar em usar tal denominação. A história previsível… Bem. Sofreu reviravoltas absurdas. E as ideias que pareciam jogadas de forma explícita demais… Mostraram ser de um outra natureza.
O Cão dos Baskervilles – Sir Arthur Conan Doyle
Certamente, já aconteceu com você. E não só com você, mas com a maioria das pessoas. Uma pequena ação não pensada acaba desencadeando uma grande história cheia de gente envolvida e totalmente sem controle. De cara, “O Cão dos Baskerville”, de Sir Arthur Conan Doyle, lembra muitas outras narrativas em que a trama é movida exatamente dessa forma.
Na história, existe uma espécie de maldição, que nos é apresentada na forma de manuscrito pelo médico Dr. James Mortimer, quando este resolve procurar os serviços de Sherlock Holmes para desvendar as mortes que acontecem na família dos Baskerville, em especial a de Sir. Charles Baskerville.
Liquidação (Imre Kertézs)
Antes de começar a análise de Liquidação, novela de Imre Kertézs, aconselharia a todos os leitores a lerem a biografia que o Luciano postou aqui no blog. A história abre com o personagem Amargo, editor, que contempla as pessoas mais miseráveis da janela de seu apartamento, enquanto remói se deve ou não levar adiante o último manuscristo que conseguiu salvar de seu amigo B., um sobrevivente de Auschwitz e que cometeu suicídio nove anos antes do ponto de partida desse relato.
Através da leitura do manuscrito Amargo reconstrói os momentos que são descritos na peça de B., assim como sua vida e o momento em que conheceu o amigo. Ou seja, ele nos impõe que primeiro devemos conhecer nossa própria para contar de outras pessoas.



















