Emily Dickinson

Publicado por Anica em setembro - 7 - 2008

Emily Dickinson

No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida – pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.

Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era “comercial”. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.

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Anatomia da poesia: One Art

Publicado por Anica em abril - 27 - 2008

Pode parecer estranho estabelecer uma relação entre criaturas feitas de carne e osso com outras feitas de palavras e idéias, mas o fato é que poesia é, de certa forma, um ser vivo. Tão vivo que depois de criada parece que ganha pernas e sai por aí, para todo o sempre (ou pelo menos enquanto a última cópia não sumir). É levando em consideração essa idéia que começo hoje a série “Anatomia da poesia”, que procura indicar os órgãos vitais de alguns poemas, visando estudá-los de uma forma um pouco mais divertida do que é feito em sala de aula.

E, para começar, coloco sob observação a brilhante poeta norte-americana, Elizabeth Bishop. O charme na poesia de Bishop vai além do domínio sobre as palavras: embora escreva na língua inglesa, tem muito do Brasil em suas obras – ou pelo menos das paisagens que ela viu enquanto por aqui passou. Vejamos então o que One Art pode nos oferecer.

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