Matthieu Chédid (-M-)

Publicado por Kika em julho - 18 - 2010

Você já gostou de uma banda que todo mundo que você conhece odeia? Eu já. Ou pelo menos é essa a sensação que tenho toda vez que resolvo falar de -M-. Tá, talvez quase ninguém conheça mesmo. Pelo menos não aqui.

Matthieu Chedid, e seu personagem -M-, parecem ser grandes na França, e -M- já ganhou inclusive um Oscar pela canção de “Triplettes de Bellevile”. Eu conheci por acaso, vendo seu clip de “Je dis aime” no programa “Paroles de clip” no TV5Monde, e desde então procurei pelo cara na internet, em lojas, enfim, em tudo quanto é lugar. Tente fazer uma pesquisa de uma letra no Google, e entenderá meu sofrimento.

Quem me conhece sabe que sou fascinada por (quase) tudo que se refere à França, mas mesmo quando estava aprendendo o idioma tive dificuldades em achar, musicalmente falando, algo atual,vindo de lá, que me agradasse. Num dia um pouco mais obstinado, finalmente reencontrei-me com -M- no YouTube, e desde então estou mais ou menos obcecada. Vou tentar explicar o porquê, e peço desculpas antecipadamente pelos arroubos passionais que tenho certeza que aparecerão.

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Avraham Sutzkever

Publicado por Luciano R. M. em outubro - 20 - 2009

avrahamEm junho de 1941 tropas do II Reich invadiram a Polônia. Àquele tempo a cidade de Vilna- hoje na Lituânia- chamava-se Wilno e pertencia ao país invadido. Como em todos os outros lugares invadidos a mando de Adolf Hitler, lá os judeus foram severamente perseguidos- para serem mortos ou enviados para campos de concentração e guetos. Um jovem judeu que habitava essa cidade escondeu-se por algum tempo dentro de uma lareira, mas acabou sendo preso. Mais tarde fugiu do gueto para o qual foi enviado, e alistou-se como partisan para lutar contra os alemães.

Poderia ser a história de um filme qualquer, ou só mais uma anedota sobre o Holocausto. Mas acontece que esse jovem judeu havia publicado seu primeiro poema em 1934, e fora parte do grupo dos “Jovens de Wilno”- artistas e escritores iniciadores do modernismo polonês. Mas Avraham Sutzkever- esse é o nome do poeta sobre o qual tudo isso se trata- não escreve em polonês: é um dos maiores nomes da poesia ídiche do século XX. Leia a continuao desse artigo »

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Nova Fase do I Concurso de Poesias Meia Palavra

Publicado por Anica em junho - 3 - 2009

meiatwitterComeça hoje nova fase do I CONCURSO DE POESIAS MEIA PALAVRA. Todos as poesias enviadas foram publicadas em um tópico no Fórum Meia Palavra e durante uma semana a enquete para escolha da melhor poesia estará aberta nesse mesmo tópico, que você pode visitar clicando aqui. Caso você não tenha cadastro no Fórum, basta clicar aqui para se registrar. O registro é rápido e gratuito, e além de permitir acesso à enquete, também é porta de entrada para diversas discussões sobre Literatura e assuntos variados.

Lembramos que os três primeiros colocados no concurso terão seus poemas publicados aqui no blog do Meia Palavra, e que o primeiro colocado também ganhará uma edição de O amor do Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (cortesia da editora Nova Fronteira). Contamos com sua participação na escolha da melhor poesia e desde já agradecemos todos os que mandaram seus trabalhos para o Meia Palavra.

Autopsicografia – uma análise.

Publicado por Colaborador Meia Palavra em fevereiro - 24 - 2009

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Autopsicografia
Bernardo Soares (Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa era um homem complicado. Seus heterônimos são assim considerados (ao invés de pseudônimos), visto que além de terem uma vida completa criada, Fernando Pessoa acreditava ser mesmo esses outros nomes. Quando os usava, “esquecia-se” por completo de quem era, e passava a ser naquele momento Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caieiro ou Bernardo Soares.

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Emily Dickinson

Publicado por Anica em setembro - 7 - 2008

Emily Dickinson

No Brasil a poesia dessa norte-americana nascida em 1830 é pouco conhecida – pelo menos para aqueles que não circulam com muita freqüência nas praias da poesia gringa. O que não deixa de ser uma pena, visto que tanto a escritora quanto os escritos são interessantíssimos. Ironia das ironias, enquanto a primeira é de uma complexidade de deixar biógrafos de cabelo em pé, a segunda é de tal simplicidade que talvez seja uma das razões pelas quais os trabalhos dela não são tão famosos quanto de outros poetas de língua inglesa.

Em vida, pouco de seus poemas foram publicados. Dickinson na realidade só fez uma tentativa com quatro poesias, mas foi aconselhada pelo editor da Atlantic Monthly, Thomas Wentworth Higginson, a não publicá-los, pois seu estilo de escrita não era “comercial”. Apenas após a morte da poeta que sua irmã, Lavinia, ao encontrar diversos de seus trabalhos, resolveu publicá-los. São mais de 1.800 poemas escritos durante o período em que viveu em Homestead.

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Robert Frost

Publicado por Anica em julho - 1 - 2008

Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (”Poesia é só para gênios!”), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (”Ei, esse poeta é bom mesmo!”) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve lá (ou o conhecido “seguir a indicação de professores e amigos”). Mas, ao contrário do que acontece em uma exploração em um espaço real, com a poesia parece que você dificilmente desvendará todo o caminho.

Veja o meu caso, por exemplo. Eu demorei para me encantar pela poesia, de verdade. Acho que os primeiros poetas que de fato curti foram alguns haijins (ou haicaísta, termo usado para quem escreve haikai), apresentados para mim através de uma coletânea de haikais da Estrela. A paixão completa mesmo só veio na universidade, com alguns professores como a Luci e o Édison, que, continuando na metáfora da floresta, entregaram não só mapas mas fotos mostrando toda a beleza desse espaço.

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O Poeta Simples das Coisas Complexas

Publicado por Colaborador Meia Palavra em junho - 4 - 2008

Apesar de nunca ter lido um livro do Quintana, tenho aqui no PC inúmeras citações do seu famoso Caderno H e outros vários poemas de sua autoria: o suficiente pra me tornar um fã incondicional de sua obra e considerá-lo o maior poeta brasileiro, superando muito alguns dos mais famosos e renomados.

Mário Quintana ganhou o título de “O poeta das coisas simples” pois, despreocupado com a crítica, fazia poesia porque “sentia necessidade”, segundo suas próprias palavras. No entanto, não considero justo esse título. Não há nada de simples nos poemas de Quintana, muito pelo contrário: existe ali um significado profundo por trás de cada palavra, visões do mundo e da vida traduzidas em versos complexos, porém de vocabulários simples; costumo dizer que Quintana tem um poema para cada momento da vida, tamanha é a variedade de seus temas! Leia a continuao desse artigo »

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Anatomia da poesia: One Art

Publicado por Anica em abril - 27 - 2008

Pode parecer estranho estabelecer uma relação entre criaturas feitas de carne e osso com outras feitas de palavras e idéias, mas o fato é que poesia é, de certa forma, um ser vivo. Tão vivo que depois de criada parece que ganha pernas e sai por aí, para todo o sempre (ou pelo menos enquanto a última cópia não sumir). É levando em consideração essa idéia que começo hoje a série “Anatomia da poesia”, que procura indicar os órgãos vitais de alguns poemas, visando estudá-los de uma forma um pouco mais divertida do que é feito em sala de aula.

E, para começar, coloco sob observação a brilhante poeta norte-americana, Elizabeth Bishop. O charme na poesia de Bishop vai além do domínio sobre as palavras: embora escreva na língua inglesa, tem muito do Brasil em suas obras – ou pelo menos das paisagens que ela viu enquanto por aqui passou. Vejamos então o que One Art pode nos oferecer.

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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