Knots and Crosses (Ian Rankin)

Publicado por Anica em outubro - 18 - 2009

knotsandcrossesUma das coisas que me impulsionavam a evitar ao máximo qualquer releitura (comentei sobre isso há poucos dias no Hellfire) era a angústia de saber que existem por aí milhões de livros que eu não só nunca lerei como também nunca tomarei conhecimento da existência deles. E eu posso largar mão de fazer qualquer coisa da minha vida e ficar só lendo, que mesmo assim ainda não conhecerei muitos escritores que são famosos em seus países, mas não chegaram a agitar nenhuma água aqui no Brasil, por exemplo.

Um bom exemplo disso é o escocês Ian Rankin. Por causa do Fábio comecei a ler Knots and Crosses, primeiro livro da série do Inspetor Rebus. Ele comprou o livro (e sugeriu a leitura) porque Rankin é famoso não só pelas histórias de detetive, mas também por situar essas histórias em uma Edimburgo que os turistas algumas vezes podem não ver. O pub que sua personagem principal frequenta existe de verdade, assim como o endereço de Rebus na realidade fica no lado oposto do lugar onde o escritor morava na época que começou a escrever seu primeiro romance. Isso só citando como exemplos mais óbvios, mas tem muito mais de Edimburgo ali.
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Das Novelas Policiais aos Filmes Noir – parte 3

Publicado por Pips em abril - 28 - 2008

Nesta derradeira parte do artigo, sobre as novelas policiais até o cinema noir, contarei sobre o cinema contemporâneo que homenageia e é influenciado pelos filmes noir e novelas policiais. Muitas vezes brincando com signos e usando-os como metalinguagem, atualizando estórias e até revisando histórias reais.

Uma das () características mais evidentes dos filmes noir é sua fotografia cheia de contrastes. Muitos cineastas ainda filmaram histórias semelhantes às tramas dos anos 40 e 50 em fotografia a cores sem os altos contrastes. Tais produções acabaram sendo consideradas mais uma homenagem do que um filme noir, mesmo mantendo as características principais. Dessa maneira, alguns classificam esse cinema, que homenageia os antigos filmes, de neo-noir. Como exemplo podemos citar “Los Angeles: A Cidade Proibida”, que além de voltar e se situar na mesma época dos clássicos, consegue recriar uma trama inteligente e instigante, contando com todos os elementos essenciais de um filme noir. Entretanto, nesse caso citado, não existe contemporaneidade ou inovação em relação à edição e montagem. De mais atual, apenas a fotografia.

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Das Novelas Policiais aos Filmes Noir – parte 2

Publicado por Pips em abril - 25 - 2008

Continuando o artigo iniciado semana passada, falo sobre os detetives saindo das páginas dos romances policiais, indo parar no cinema e, consequentemente, criando um novo estilo adotado na indústria cinematográfica nos anos 30, os filmes noir.

O filme policial surge na França no começo do século XX, mas é nos EUA, a partir da década de 1930, que o gênero se firma. Cenários sombrios e escuros, neblinas, cenas de violência envolvendo crimes, criminosos, detetives particulares, policiais, belas mulheres, aristocratas, gângsteres e ladrões. Filmes noir (escuro em francês), foi um nome dado pelos críticos franceses, o primeiro deles foi Frank Nino em 1946, quando notaram uma tendência no uso mais escuro no jeito e nos temas no filmes americanos lançados na França durante a guerra.

Os primeiros filmes abordavam a luta da policia contra quadrilhas de Chicago, ocorrida nos tempos da lei seca. “Scarface” fazia uma alusão ao chefão da vida real Al Capone (como muitas histórias, a vida real viria a inspirar novos filmes). James Cagney se tornaria célebre interpretando gângsteres violentos Leia a continuao desse artigo »

Das Novelas Policiais aos Filmes Noir – parte 1

Publicado por Pips em abril - 18 - 2008

Através desse artigo dividido em três partes, irei escrever sobre a origem dos romances policiais até suas adaptações cinematográficas onde, de maneira brusca e nova, surgiu uma maneira de filmar que quebrou alguns paradigmas da indústria, os filmes noir. E na derradeira parte fazer um apanhado sobre a homenagem e inspiração, tantos dos romances quanto dos filmes, nos dias de hoje.

O romance policial surge quando casos policiais são retratados nas narrativas dos livros, antes dominados pelos romances de aventura, trazendo um grande mistério e uma solução lógica no seu desfecho, diferindo dos romances de aventura onde a luta entre o bem e o mal era o foco e quem ganhasse recebia o grande prêmio: uma fortuna ou condecoração. No romance policial esse prêmio seria apenas a solução do caso, sem grandes riquezas por trás ou um objetivo além, exceto como conseqüência do próprio caso, o que dificilmente acontecia.

De acordo com Paulo de Medeiros e Albuquerque (1979, p. 127) “[...] aquele que criou o primeiro detetive que resolva os casos com auxilio da inteligência e lógica, foi um americano: o pai do ‘policial’, Edgard Allan Poe.”. Poe é considerado o criador do romance policial, ou seja, o gênero surgiu na América do Norte, embora as narrativas de Poe sejam ambientadas em Paris. Leia a continuao desse artigo »

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O Meia Palavra nasceu ao contrário: surgiu como um fórum, um espaço novo para discutir literatura entre amigos, e do fórum saiu a idéia de montar um blog para todas as pessoas que se interessam por literatura sem preconceitos e sempre de bom humor. O blog tem áreas também sobre música, cinema e quadrinhos, e o que mais for arte e interessante, e está aberto a colaborações. As atualizações regulares fazem com que sempre tenha alguma coisa nova, portanto, não deixe de conferir! A Equipe dá boas vindas e manda sentirem-se a vontade, mas avisa que quem quiser água vai ter que buscar lá na geladeira.

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